Justiça aceita denúncia e Ricardo Jardim vira réu por morte de ex-prefeito

Ricardo Jardim vira réu por morte de ex-prefeito; acusação cita motivação financeira e herança da vítima.

Ricardo Jardim, de 66 anos, e Brasília Costa, de 65, tinham um relacionamento; homem foi preso e polícia investiga o caso como feminicídio

A Justiça do Distrito Federal aceitou nesta quarta-feira (7) a denúncia do Ministério Público contra Ricardo Jardim, apontado como mandante do assassinato do ex-prefeito de Americana, Paulo Sérgio Terra, morto em 2022. Com a decisão, ele vira réu e vai responder a processo na Justiça.

A acusação é de homicídio qualificado. O MP afirma que o crime teve motivação financeira e envolveu a disputa pela herança da vítima. Ainda segundo a denúncia, o assassinato foi premeditado e planejado com detalhes. ## O que diz a defesa A defesa de Jardel Guimarães Ferreira, que também é réu no processo, disse que vai recorrer da decisão.

O advogado afirma que não há provas que liguem o cliente ao crime e que a denúncia se baseia apenas em delações premiadas. O processo corre em segredo de Justiça. Por isso, os detalhes da denúncia não foram divulgados oficialmente. ## Outros envolvidos Além de Jardel, outras pessoas também respondem pelo caso.

A Justiça determinou a prisão preventiva de investigados apontados como integrantes do esquema. As investigações começaram após denúncias anônimas. A polícia apura um esquema de fraudes que teria desviado recursos públicos por anos. O Ministério Público pediu a quebra de sigilos bancário e fiscal dos envolvidos.

A Justiça aceitou os pedidos, e as informações devem ajudar a rastrear o caminho do dinheiro. A defesa dos investigados ainda não se manifestou publicamente. O processo corre em segredo de justiça. ## O que diz a investigação As apurações apontam para um esquema de desvio de verba pública com uso de empresas de fachada.

Segundo os investigadores, os valores eram repassados por meio de contratos fictícios. A movimentação financeira levantou suspeitas e levou à abertura do inquérito. A Polícia Federal cumpre mandados de busca e apreensão em endereços ligados aos investigados.

A operação tem apoio do Ministério Público. Os alvos incluem agentes públicos e empresários, conforme o documento obtido pela reportagem. ## O que dizem os envolvidos Em nota, a defesa dos citados afirmou que não houve irregularidades e que todos os contratos foram firmados dentro da lei. “As acusações não têm fundamento e serão esclarecidas no curso do processo”, diz o texto.

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A investigação começou depois que a Controladoria-Geral da União (CGU) identificou inconsistências em contratos de prestação de serviços. O caso agora está sob análise da Justiça Federal. ## Próximos passos A Polícia Federal ainda vai ouvir testemunhas e analisar documentos apreendidos durante as buscas.

O inquérito corre em sigilo, e a previsão é de que novas diligências ocorram nas próximas semanas.