Ricardo Couto exonera 638 nomeados da gestão Castro e bloqueia R$ 730 milhões do Fundo Soberano

Reestruturação Governamental e Exonerações de Servidores
Com pouco mais de vinte dias no cargo, o governador em exercício do Rio, desembargador Ricardo Couto, acumulou 638 exonerações de servidores comissionados ligados à gestão de Cláudio Castro (PL). A última leva de desligamentos, divulgada em edição extra do Diário Oficial na segunda-feira, dia 20, contabilizou 94 saídas.
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Impacto das Mudanças Administrativas
Os cargos exonerados estavam vinculados a setores importantes como a Secretaria de Governo, a Casa Civil e a Secretaria de Gabinete do Governador. Estima-se que essa medida trará uma economia anual de aproximadamente R$ 30 milhões para o governo.
Detalhes das Exonerações e Reestruturação
A maior parte das demissões foi publicada entre quinta-feira, dia 16, e sexta-feira, dia 17. Este plano faz parte de uma reestruturação mais ampla, que visa, em grande parte, funcionários considerados “fantasmas”.
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Além disso, o governo promoveu a extinção de três subsecretarias dentro da estrutura da Casa Civil: a Subsecretaria Adjunta de Projetos Especiais; a Subsecretaria de Gastronomia; e a Subsecretaria de Ações Comunitárias e Empreendedorismo.
Auditorias e Bloqueio de Verbas Públicas
Ricardo Couto, presidente do Tribunal de Justiça do Rio (TJRJ), determinou a realização de auditorias em todas as secretarias e órgãos, abrangendo tanto a administração direta quanto a indireta, incluindo empresas estatais.
Suspeitas sobre o Fundo Soberano
Em paralelo às mudanças administrativas, o desembargador bloqueou a liberação de R$ 730 milhões, verba que havia sido aprovada no último dia de gestão de Castro, destinada a municípios do interior do estado.
Este dinheiro, proveniente do chamado Fundo Soberano, funciona como uma reserva pública com os royalties do petróleo. Ele foi criado em 2022 para proteger o Estado contra a instabilidade do mercado.
Destino dos Recursos e Nova Gestão
O uso desses recursos estaria restrito a projetos de longo prazo em áreas cruciais como saúde, educação e infraestrutura, incluindo obras de contenção de encostas. O repasse havia sido autorizado por Castro em seu último dia no governo, no fim de março, pouco antes de ele renunciar ao cargo; depois, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) o declarou inelegível.
A liberação da verba pelo Comitê Gestor do Fundo, horas antes da renúncia de Castro e o valor total envolvido, levantaram questionamentos por parte do governador em exercício. A lista de beneficiários contemplava 16 municípios no interior do Rio, abrangendo as regiões Norte, Noroeste, Sul, Serrana e dos Lagos.
A Secretaria de Cidades receberia o montante mais elevado, R$ 250 milhões, para um projeto único sem destinação específica.
Atualização em 30/10/2026: o texto foi corrigido.
Editoria:
Redação Política
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