Retatrutida leva a perda de até 25% do peso e corta apneia do sono em teste de 80 semanas

A retatrutida, molécula experimental testada no tratamento da obesidade, pode aliviar os sintomas da apneia do sono. A conclusão vem de dois estudos internacionais publicados na quarta-feira (21) na revista The New England Journal Of Medicine.
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
Os testes envolveram 691 adultos com obesidade e sem diabetes, acompanhados por 80 semanas. Desse grupo, 243 tinham o transtorno. Os participantes receberam doses de 9 mg e 12 mg da retatrutida.
Episódios de apneia caem após 80 semanas
No início da pesquisa, os pacientes registravam 58,6 e 55,9 episódios de apneia por hora, ou seja, não respiravam inteiramente nem por um minuto. Ao fim das 80 semanas, quem recebeu 4 mg de retatrutida por semana teve redução média de 22,9 episódios por hora.
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
Já os voluntários que tomaram 9 mg passaram a ter apenas 34,3 episódios por hora. No grupo de 12 mg, o número ficou em 31,7 episódios por hora.
A medição usou o IAH (índice de apneia-hipopneia), que contabiliza quantos episódios de apneia e hipopneia ocorrem a cada hora de sono.
Pacientes perderam até 25% do peso corporal
Os pesquisadores também acompanharam a perda de peso dos participantes obesos ou acima do peso. Após 80 semanas, a redução média do peso corporal foi de 17,6% com 4 mg, 23,7% com 9 mg e 25% com 12 mg.
Conhecida também como SAOS (Síndrome de Apneia Obstrutiva do Sono), a condição acontece quando as vias aéreas ficam bloqueadas durante o sono, o que interrompe a respiração. O distúrbio costuma estar associado à obesidade e se manifesta com ronco e ruídos sufocantes.
Leia também
A estimativa é de que cerca de 400 milhões de pessoas no mundo convivam com o problema.
Retatrutida ainda não é aprovada em nenhum país
A retatrutida age ao mesmo tempo nos receptores de GIP, GLP-1 (o mesmo da Tizerpatida do mounjaro e da semaglutida do Ozempic) e glucagon. O medicamento segue restrito a experimentos e não tem aprovação em nenhum país.
A pesquisa foi acompanhada pela farmacêutica Elli Lily, que tem a molécula como uma de suas principais apostas para futuros tratamentos de obesidade e diabetes.
Editoria:
Redação Saúde e Educação
A Redação Saúde e Educação reúne a cobertura do Clique Fatos sobre saúde, bem-estar e educação. As matérias são produzidas com apoio de inteligência artificial a partir de agências e veículos citados no texto. Encontrou um erro? Escreva para [email protected].



