Reputação do Banco Central em Jogo: Reinaldo Le Grazie Fala sobre o Caso Master e Seus Efeitos

Reputação do Banco Central em xeque! Reinaldo Le Grazie alerta sobre os riscos do Caso Master e suas consequências para a economia brasileira em 2026.

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(Imagem de reprodução da internet).

Reputação do Banco Central em Risco com Caso Master

O ex-diretor de Política Monetária do Banco Central e sócio fundador da Panamby Capital, Reinaldo Le Grazie, afirmou que a reputação da instituição pode ser afetada pelos desdobramentos do Caso Master. “A instituição está sob ataque, em meio a um incêndio, e ainda não sabemos as proporções que o caso pode tomar”, comentou.

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Em entrevista ao programa Capital Insights, que é uma parceria entre a Broadcast e o CNN Money, Le Grazie destacou que a liquidação de instituições financeiras deve ser encarada como algo comum, semelhante ao que ocorre nos Estados Unidos, onde essa prática é frequente quando necessário.

Ele também mencionou que a possibilidade de risco sistêmico é “mínima”.

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Concorrência e Crescimento no Setor Financeiro

Le Grazie observou que a evolução tecnológica possibilitou o surgimento de diversas instituições financeiras, aumentando a concorrência no setor, embora isso possa gerar problemas pontuais. Ele ressaltou a presença de grandes e sólidos bancos no Brasil.

Sobre a política monetária, o ex-diretor elogiou as ações do Banco Central, afirmando que faz sentido sinalizar uma redução nas taxas de juros. Ele prevê que a autoridade poderá realizar seis cortes de 0,5 ponto percentual na taxa Selic ao longo de 2026, levando a taxa básica a 12% até o final do ano.

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Expectativas Econômicas e Impactos Eleitorais

Le Grazie estima um crescimento econômico em torno de 1,8% para o Brasil, mas não descarta uma surpresa positiva, considerando que 2026 é um ano eleitoral e os gastos do governo podem impulsionar a atividade econômica. Ele também mencionou a continuidade de tendências, mas alertou para o risco de uma inversão caso as eleições nos Estados Unidos resultem em um enfraquecimento de Donald Trump, o que poderia impactar negativamente o Brasil.

Embora não considere o movimento de queda de juros concluído, Le Grazie afirmou que “12% de juro básico e cerca de 9% de taxa real é muita coisa, e a renda fixa continuará atraente”. Ele se mostrou cético quanto à retomada de IPOs de empresas brasileiras no mercado doméstico este ano, observando que o interesse dos investidores estrangeiros ainda está voltado para companhias e bancos de grande porte.

Avaliação da Política Monetária dos EUA

Le Grazie também comentou sobre a política do banco central dos EUA, considerando-a acertada, mas ponderou que as condições de atividade e inflação no país devem ser levadas em conta. Ele evitou fazer avaliações pessoais, ressaltando que os profissionais do Banco Central têm acesso a um arcabouço técnico robusto, o que garante a continuidade do bom trabalho da instituição.

Marcos Oliveira é um veterano na cobertura política, com mais de 15 anos de atuação em veículos renomados. Formado pela Universidade de Brasília, ele se especializou em análise política e jornalismo investigativo. Marcos é reconhecido por suas reportagens incisivas e comprometidas com a verdade.

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