Mesmo sem Tillis na disputa, republicanos perdem a Carolina do Norte e veem o Senado em risco

Com 11 vitórias na disputa pelo Senado até as 23h40, segundo a AP, os democratas chegam a 45 cadeiras, e projeções da 270towin indicam até 52 assentos.

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GFDL/Domínio Público | Foto: Reprodução/Jovem Pan

Os Estados Unidos realizaram na terça-feira (3) as eleições de meio de mandato, as chamadas midterms, que renovam a Câmara dos Representantes e cerca de um terço do Senado. Até as 23h40 da terça-feira (3), a agência Associated Press (AP) já registrava vitórias do Partido Democrata em 11 estados na disputa pelo Senado.

Ao todo, estavam em jogo 35 assentos na Casa Alta e todas as 435 cadeiras da Casa Baixa. Com as vitórias contabilizadas até então, a legenda chegou a 45 assentos no Senado. A sigla do presidente Donald Trump, o Partido Republicano, somava 36 cadeiras na Casa Alta.

Democratas venceram em 11 estados e republicanos em cinco

Segundo a AP, os democratas levaram a disputa na Carolina do Norte, Colorado, Delaware, Geórgia, Illinois, Massachusetts, New Hampshire, Nova Jersey, Novo México, Rhode Island e Virgínia. Já os republicanos venceram na Flórida, Kentucky, Oklahoma, Virgínia Ocidental e Wyoming.

A apuração não tem um órgão central, como o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) no Brasil. Quem faz esse trabalho é a imprensa, e a AP agrega os resultados desde 1848.

Por causa do fuso horário e das regras de cada estado, a votação termina em horários diferentes. A Califórnia, o Oregon e Washington seguem recebendo cédulas até à 1h (de Brasília). No Havaí, a votação vai até às 2h (de Brasília), e no Alasca, até às 3h (de Brasília).

Vitória na Carolina do Norte marca virada sobre republicanos

A vitória democrata na Carolina do Norte é vista como uma virada na briga pelo controle do Senado. A cadeira do estado era ocupada pelo republicano Thom Tillis, que optou por não concorrer à reeleição, deixando o assento em aberto.

Um compilado de projeções da 270towin indica que os democratas podem chegar a 52 assentos na Casa Alta, contra 46 do Partido Republicano. Levantamentos também apontam que a legenda deve ter a maioria na Câmara dos Representantes.

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O que são as midterms?

As eleições de meio de mandato acontecem a cada dois anos, na metade do ciclo presidencial de quatro anos. Além de renovar os 435 assentos da Câmara e cerca de um terço das 100 cadeiras do Senado, elas escolhem governadores e representantes de assembleias legislativas em diversos estados.

Mesmo sem o presidente na disputa, as midterms funcionam como um termômetro da avaliação do governo pela população. O resultado pode alterar o equilíbrio de forças no Congresso e decidir se o partido do chefe de Estado mantém a maioria nas duas Casas ou se a oposição assume o controle de uma delas ou de ambas.

Por que o Congresso pesa tanto na disputa

Os deputados têm mandatos de dois anos, por isso todos os assentos da Câmara entram em disputa a cada eleição. Já os senadores cumprem mandatos de seis anos, e a Casa é renovada em aproximadamente um terço a cada pleito.

Câmara e Senado participam da aprovação de leis, do orçamento federal e da fiscalização do governo. O Senado ainda aprova indicações do presidente para cargos importantes, como ministros e juízes da Suprema Corte.

Quando o partido do presidente perde a maioria em uma das Casas, o governo tende a enfrentar mais dificuldades para aprovar propostas e colocar suas prioridades em prática. A oposição, por outro lado, ganha espaço para convocar investigações e questionar decisões da administração federal.

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