O Renault Kwid E-Tech tem se tornado cada vez mais difícil de encontrar nas concessionárias brasileiras, gerando preocupação sobre seu futuro no país. Apesar de ainda estar listado no site oficial da marca com um preço de R$ 99.990, o modelo já não é tão comum nas lojas, conforme relatos de consumidores e informações da revista Quatro Rodas.
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Vendedores relatam dificuldades em fornecer informações sobre prazos de entrega e disponibilidade do hatch elétrico. Em muitos casos, as concessionárias evitam aceitar pedidos ou reservas, devido à falta de previsibilidade quanto à chegada de novos lotes.
Essa situação tem levado a uma mudança na estratégia da Renault no Brasil, que agora prioriza outros produtos eletrificados.
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A Renault está reposicionando sua estratégia no Brasil, com foco em novos produtos eletrificados, como o Geely EX2, resultado da parceria com a montadora chinesa. O Geely EX2 tem ganhado destaque nas lojas, enquanto o Kwid E-Tech perde espaço dentro da marca.
Em algumas concessionárias, os vendedores já indicam que o foco atual está em modelos mais recentes e com maior potencial de venda, como o Boreal e o futuro Koleos, relegando o compacto elétrico a um segundo plano.
Apesar da declaração oficial da Renault de que o modelo ainda está à venda, a realidade nas lojas é diferente. As últimas unidades foram vendidas há meses em diversas regiões, e em alguns estados o estoque chegou a zerar sem reposição. A reestilização recente do Kwid E-Tech teve um desempenho limitado, com baixo volume de emplacamentos, o que demonstra a falta de interesse do consumidor, mesmo sendo o elétrico mais acessível do mercado brasileiro.
Diante desse cenário, cresce a percepção de que a importação do Kwid E-Tech foi interrompida. Embora não haja confirmação oficial de fim de linha, a falta de estoque, a ausência de novos lotes e a mudança de foco da marca indicam uma saída silenciosa do mercado.
A situação é interessante, pois o modelo recebeu uma atualização visual e um pacote de tecnologias ADAS na linha 2026, o que poderia resultar em preços mais baixos caso ele deixe de ser fabricado.
O movimento da Renault reflete uma nova fase no mercado brasileiro de carros elétricos, onde as marcas estão priorizando modelos mais modernos, mesmo que isso signifique abandonar opções mais acessíveis como o Kwid E-Tech.
Autor(a):
Marcos Oliveira é um veterano na cobertura política, com mais de 15 anos de atuação em veículos renomados. Formado pela Universidade de Brasília, ele se especializou em análise política e jornalismo investigativo. Marcos é reconhecido por suas reportagens incisivas e comprometidas com a verdade.
