Renato Purini é preso em nova fase da operação que investiga fraude em licitação de Bauru
Renato Purini, secretário municipal de Governo de Bauru (SP) e marido da prefeita Suéllen Rosim (PSD), foi preso na sexta-feira (16), durante uma nova etapa da Operação Cavalo de Troia. A apuração investiga suspeitas de fraude na licitação para conceder o sistema de gestão integrada de resíduos sólidos do município.
O contrato previsto para o projeto teria duração de 30 anos e valor estimado em R$ 5,2 bilhões. A nova fase da operação ocorreu no mesmo dia em que Suéllen tinha depoimento marcado na Comissão Processante (CP) da Câmara Municipal, que analisa possíveis infrações político-administrativas ligadas à condução da concessão.
Purini é preso em nova fase da operação
Investigação apura suspeitas na licitação
A Operação Cavalo de Troia começou em 9 de setembro. De acordo com o Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP), a investigação examina possíveis irregularidades desde a preparação dos estudos técnicos, além de suspeitas de pagamentos indevidos, circulação reservada de documentos e tentativas de influenciar órgãos de controle.
Na primeira etapa, a Justiça autorizou buscas e apreensões, prisões e bloqueios de bens e valores dos investigados. Depois, seis pessoas passaram à condição de réus por suspeita de participação em fraudes ligadas à concessão, segundo informações divulgadas pelo Ministério Público.
Embora o projeto de gestão dos resíduos sólidos por 30 anos tenha sido cancelado, a investigação criminal continua para apurar a responsabilidade dos envolvidos.
Comissão Processante analisa denúncia contra prefeita
A Câmara Municipal instaurou a Comissão Processante em 14 de setembro, depois de aprovar o recebimento de denúncia apresentada pelo vereador Eduardo Borgo (NOVO). O documento aponta três possíveis infrações atribuídas à prefeita: deixar de atender pedidos de informações do Legislativo, omitir-se no cumprimento de deveres de governança e controle e possivelmente negligenciar a defesa dos interesses do município.
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Em 5 de outubro, os integrantes da comissão decidiram dar continuidade ao processo após avaliar a defesa prévia apresentada por Suéllen. O depoimento dela estava previsto para sexta-feira (16), às 14h, no plenário da Câmara Municipal.
Ao concluir os trabalhos, a comissão poderá emitir um parecer sobre a denúncia. O caso seguirá os procedimentos previstos na legislação, e uma das possíveis consequências é a cassação do mandato, desde que sejam atendidos os requisitos legais.
A investigação criminal e o processo político-administrativo são distintos e têm trâmites próprios. A CNN Brasil tenta localizar a defesa para pedir um posicionamento; o espaço permanece aberto.
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