Relatório do Unicef aponta que 16 milhões de crianças no Brasil enfrentam riscos climáticos

O estudo do Unicef destaca a urgência de ações para proteger 16 milhões de crianças brasileiras dos riscos climáticos, que afetam sua saúde e futuro

15/06/2026 22:26

3 min

Relatório do Unicef aponta que 16 milhões de crianças no Brasil enfrentam riscos climáticos
(Imagem de reprodução da internet).

Relatório do Unicef revela riscos climáticos para crianças

Um relatório do Unicef, divulgado nesta segunda-feira (15), aponta que cerca de 1,1 bilhão de crianças e adolescentes no mundo, quase metade da população nessa faixa etária, está exposta a pelo menos três riscos climáticos, ameaçando sua saúde, educação e sobrevivência.

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O estudo alerta que quase todas as crianças enfrentam ao menos um risco climático, com mais de 4 milhões podendo enfrentar até seis ameaças diferentes.

No Brasil, 16 milhões de crianças estão expostas a três ou mais riscos climáticos, como ondas de calor e secas, o que representa 30% da população infantil. Quando considerados dois ou mais riscos, esse número sobe para mais de 30 milhões, ou 60% das crianças e adolescentes brasileiros.

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O Relatório de Risco Climático das Crianças 2026 mapeia a exposição a oito ameaças climáticas frequentes, incluindo enchentes costeiras, secas e tempestades tropicais.

Tripla Ameaça e impactos globais

A combinação mais comum de riscos climáticos é a de seca, calor extremo e ondas de calor, afetando mais de 296 milhões de crianças e adolescentes. A segunda combinação mais prevalente, que inclui seca, calor extremo e tempestades tropicais, impacta mais de 115 milhões de crianças globalmente.

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Na região do Sahel, na África, mais de 4 milhões enfrentam essa tripla ameaça, enquanto na Ásia, países como Bangladesh e Paquistão apresentam uma exposição ainda maior.

Mesmo países de alta renda, como a Itália, não estão imunes a esses riscos. Mais de 6 milhões de crianças italianas estão expostas a ondas de calor prolongadas e secas. O relatório destaca que, apesar de investimentos em adaptação climática, ainda são necessárias ações adicionais para enfrentar a crise climática.

Poluição do ar e malária como riscos adicionais

Além das ameaças climáticas, o relatório também aborda a exposição das crianças à poluição do ar e à malária. Quase todas as crianças no mundo são afetadas pela poluição do ar, enquanto 1 bilhão está exposto à malária, aumentando os riscos para aqueles que já enfrentam múltiplas ameaças climáticas.

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No Brasil, 95% das crianças e adolescentes, ou 47 milhões, estão expostos à poluição do ar, e 5,6 milhões, ou 11% da população infantil, estão em risco de malária.

Análise de riscos e vulnerabilidades

O relatório apresenta um modelo para analisar os riscos enfrentados pelas crianças, considerando sua exposição a choques climáticos e vulnerabilidades, que dependem do acesso a serviços essenciais como saúde e educação. Essa abordagem permite examinar os impactos das ameaças climáticas em diferentes contextos, especialmente em países em desenvolvimento e em situações de fragilidade.

O Unicef destaca que a fragilidade é a combinação da exposição ao risco e da resiliência insuficiente de um Estado ou comunidade para gerenciar esses riscos. Todas as crianças em 24 “Pequenos Estados Insulares em Desenvolvimento” estão expostas a tempestades tropicais, que podem sobrecarregar serviços essenciais.

O relatório alerta que, sem ações urgentes para reduzir as emissões de gases de efeito estufa, as ameaças climáticas se tornarão mais frequentes e intensas.

Recomendações do Unicef para proteção das crianças

Para proteger os direitos das crianças e enfrentar a crise climática, o Unicef recomenda: reduzir as emissões e adotar ações ambiciosas para cumprir compromissos internacionais; proteger crianças e adolescentes por meio de adaptação climática inclusiva e garantir que políticas fundamentais para elas sejam incluídas nos planos nacionais de adaptação; e empoderar crianças e jovens a participar da ação climática, investindo em educação e habilidades climáticas.

Essas iniciativas incluem a criação de escolas verdes, unidades de saúde resilientes ao clima e o fortalecimento da segurança alimentar e dos serviços de água e saneamento. “Quando fortalecemos sistemas de saúde e educação e melhoramos a infraestrutura com foco nas crianças, protegemos seu presente e garantimos seu futuro”, conclui a diretora do Unicef, Catherine Russell.

Autor(a):

Lucas Almeida é o alívio cômico do jornal, transformando o cotidiano em crônicas hilárias e cheias de ironia. Com uma vasta experiência em stand-up comedy e redação humorística, ele garante boas risadas em meio às notícias.

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