Reino Unido reafirma soberania das Ilhas Malvinas em meio a tensões com os EUA e o Irã

Soberania das Ilhas Malvinas é reafirmada pelo Reino Unido
Na última sexta-feira (24), um porta-voz do primeiro-ministro britânico Keir Starmer declarou que a soberania das Ilhas Malvinas pertence ao Reino Unido. A declaração ocorreu após um e-mail interno do Pentágono sugerir uma possível revisão da posição dos Estados Unidos sobre as Malvinas, como uma forma de punição pela postura britânica em relação à guerra com o Irã. “Não poderíamos ser mais claros sobre a posição do Reino Unido em relação às Ilhas Malvinas.
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Ela é antiga e permanece inalterada”, afirmou o porta-voz durante uma coletiva de imprensa.
O porta-voz enfatizou que o direito das ilhas à autodeterminação é fundamental e que essa posição tem sido consistentemente expressa a diversas administrações americanas. O e-mail do Pentágono delineava opções para os Estados Unidos punirem aliados da Otan que, segundo a avaliação, não apoiaram as operações americanas na guerra contra o Irã, incluindo a possibilidade de reavaliar o apoio diplomático a antigas “possessões imperiais” europeias, como as Ilhas Malvinas, que estão próximas à Argentina.
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Histórico do Conflito e Reações
O Reino Unido e a Argentina se enfrentaram em uma breve guerra em 1982 pelas Ilhas Malvinas, após uma tentativa da Argentina de conquistá-las. O conflito resultou na morte de cerca de 650 militares argentinos e 255 britânicos antes da rendição argentina.
Quando questionado se Starmer acreditava que essa situação poderia levar a uma nova guerra com o Irã, seu porta-voz reiterou que o primeiro-ministro já se manifestou sobre o assunto, afirmando que a pressão não o afetaria e que sempre agiria em prol dos interesses nacionais.
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Em meio a esse cenário, o presidente Donald Trump criticou os aliados da Otan por não enviarem suas marinhas para ajudar a abrir o Estreito de Ormuz, que foi fechado à navegação internacional após o início da guerra aérea em 28 de fevereiro. Trump questionou se a saída dos EUA da Otan era uma possibilidade, mas um funcionário do Pentágono afirmou que o e-mail não sugeria tal medida, nem o fechamento de bases americanas na Europa.
Implicações para a Otan e a Europa
A guerra entre os EUA e Israel contra o Irã levantou questões sobre o futuro da Otan, com analistas e diplomatas expressando preocupações sobre a possibilidade de os EUA não apoiarem seus aliados europeus em caso de ataque. O Reino Unido, a França e outros países afirmaram que uma ação dos EUA equivaleria a entrar na guerra, mas mostraram disposição para ajudar a manter o Estreito aberto após um cessar-fogo duradouro.
Autoridades do governo Trump destacaram que a Otan não pode ser uma via de mão única, expressando frustração com a Espanha, onde a liderança socialista se opôs ao uso de suas bases para atacar o Irã. O e-mail do Pentágono também mencionou a opção de reavaliar o apoio diplomático dos EUA a antigas “possessões imperiais” europeias, como as Ilhas Malvinas, que continuam sendo reivindicadas pela Argentina.
Autor(a):
Júlia Mendes
Apaixonada por cinema, música e literatura, Júlia Mendes é formada em Jornalismo pela Universidade Federal de São Paulo. Com uma década de experiência, ela já entrevistou artistas de renome e cobriu grandes festivais internacionais. Quando não está escrevendo, Júlia é vista em mostras de cinema ou explorando novas bandas independentes.



