Regra do abono salarial pode deixar 4 milhões de trabalhadores sem PIS/Pasep até 2030

O teto de renda passou a ser corrigido só pela inflação, enquanto o salário mínimo tem ganho real.

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Foto: Reprodução
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O futuro do abono salarial PIS/Pasep

Um cenário preocupante se desenha para milhões de trabalhadores com carteira assinada no Brasil. Novas projeções oficiais e análises do mercado indicam que a regra de concessão do abono salarial pode excluir mais de 4 milhões de pessoas até 2030.

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A principal causa desse problema é o “efeito cascata” decorrente do aumento real do salário mínimo em relação ao teto de rendimentos que define o direito ao benefício.

Para os trabalhadores que contam com o abono do PIS/Pasep, de até um salário mínimo (R$ 1.621 em 2026), o alerta é claro: a faixa salarial que dá direito ao benefício está encolhendo. Isso significa que, com o aumento contínuo do salário mínimo, muitos podem perder o acesso ao abono, impactando diretamente suas finanças.

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Por que o abono está em risco

O principal fator é a regra aprovada no fim de 2024: o teto de renda para ter direito ao abono, antes de dois salários mínimos, passou a ser corrigido apenas pela inflação, até chegar a um salário mínimo e meio. Como o salário mínimo sobe acima da inflação, a faixa de quem tem direito diminui a cada ano.

Muitos trabalhadores recebem reajustes anuais, conhecidos como dissídios, que podem ultrapassar essa barreira, mesmo sem um aumento real no poder de compra. Essa dinâmica, combinada com o aumento do salário mínimo, coloca muitos trabalhadores em risco de perderem o acesso ao abono salarial.

Projeção de exclusão do abono salarial

A tabela abaixo apresenta uma projeção da exclusão do abono salarial entre 2026 e 2030, com base em estimativas do mercado:

Ano Estimativa de Trabalhadores Excluídos Impacto Financeiro Direto Impacto Financeiro Indireto
2026 800 mil pessoas Perda de 1 salário mínimo/ano N/A
2028 2,1 milhões de pessoas Saída da classe média baixa do benefício N/A
2030 4,2 milhões de pessoas Redução drástica na cobertura do PIS N/A

Possíveis medidas do governo

Diante desse cenário, o Governo Federal tem avaliado algumas medidas para evitar que o PIS/PASEP se torne um programa inacessível para a classe trabalhadora. Até o mês de maio de 2026, nenhuma dessas medidas foi aprovada. As opções consideradas incluem o reajuste do teto para 2,5 salários mínimos ou a transformação do benefício em um auxílio focado apenas em famílias inscritas no CadÚnico.

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Atualização em 30/10/2026: o texto foi corrigido.

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