Recurso pede ao TSE a cassação do diploma de Cláudio Castro

Vice-procurador-geral eleitoral recorre para que a renúncia do ex-governador do Rio não impeça a cassação; caso define o tipo de eleição para o substituto

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Foto: Reprodução
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Recurso pede ao TSE a cassação do diploma de Cláudio Castro

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) está envolvido em um processo judicial relacionado à cassação do diploma do ex-governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro (PL). Em 4 de maio de 2026, o TSE recebeu um recurso do vice-procurador-geral eleitoral, Alexandre Espinosa, que protocolou a solicitação de reconhecimento da cassação.

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A decisão do TSE, baseada em um recurso de Espinosa, condenou Castro por abuso de poder político e econômico nas eleições de 2022, determinando a inelegibilidade como penalidade. O Ministério Público Eleitoral identificou irregularidades na decisão do TSE, mas o processo ainda está em andamento.

Argumentos e contestações legais

Espinosa argumenta que o TSE reconheceu irregularidades graves cometidas por Castro, e que a não cassação do diploma devido à renúncia do ex-governador poderia incentivar estratégias para evitar sanções eleitorais. O vice-procurador-geral Eleitoral considera os posicionamentos dos ministros Isabel Galotti, Estela Aranha e Floriano de Azevedo Marques, que se manifestaram expressivamente sobre o tema.

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Comparação com o caso Denarium

O Ministério Público Eleitoral destaca que o TSE realizou um julgamento semelhante no caso do ex-governador de Roraima, Antônio Denarium, cassando seu diploma após ele deixar o cargo. A Procuradoria-Geral Eleitoral contesta a interpretação registrada no acórdão, defendendo que a renúncia de Castro não invalida a cassação de sua diplomação.

Implicações da cassação do diploma

A cassação do diploma de Castro tem implicações significativas para o processo eleitoral que escolherá o substituto até dezembro de 2026. A legislação eleitoral determina que, em caso de vacância por motivos eleitorais, a eleição deve ser direta, com o voto popular escolhendo o novo governador.

Caso a ausência de Castro tenha sido provocada por outros motivos, a Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro elegerá o substituto.

Preocupações com manobras processuais

Espinosa alerta que aceitar um entendimento que “premiasse a estratégia processual de esvaziamento das consequências jurídicas do ilícito eleitoral” poderia incentivar a prática de abusos. O Ministério Público Eleitoral defende que todas as sanções devem ser aplicadas, mesmo que haja manobras para evitá-las.

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O caso Castro levanta questões sobre a proteção da legitimidade do pleito e a necessidade de garantir que a Justiça Eleitoral possa atuar de forma eficaz.

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