Raízen propõe aumento de capital de R$ 3,5 bilhões, mas teto da operação ainda é indefinido

Assembleias de 30 de outubro votam novas classes de ações a R$ 0,25 cada, e quem tiver papéis em 5 de novembro terá direito de preferência na subscrição.

3 min

A operação faz parte do plano de recuperação extrajudicial da companhia e de determinadas controladas

A Raízen propôs um aumento de capital privado de pelo menos R$ 3,5 bilhões, com emissão de novas ações ordinárias e preferenciais das classes A e B ao preço de R$ 0,25 cada. O anúncio foi feito em comunicado ao mercado divulgado na quarta-feira (21).

O preço vale para qualquer espécie ou classe de papel. A proposta exige a subscrição mínima de 14 bilhões de ações e ainda precisa de aprovações societárias. A capitalização faz parte do plano de recuperação extrajudicial da companhia e de algumas controladas, homologado em junho de 2026.

Assembleias de 30 de outubro decidem novas classes de ações

O teto da operação só será conhecido mais adiante. Ele vai depender da eventual participação da Aguassanta Participações, da conversão de créditos sujeitos ao plano de recuperação e de quantos acionistas exercerem o direito de preferência.

Os acionistas vão votar em assembleia geral extraordinária e em assembleia especial de preferencialistas, ambas convocadas para 30 de outubro. Estão em pauta a criação das ações preferenciais classe B, a reclassificação das preferenciais atuais para a classe A, a instituição de um programa de Units e alterações no estatuto social.

Se as propostas passarem, o Conselho de Administração deve deliberar sobre o aumento de capital em reunião prevista para 5 de novembro.

Quem terá direito de preferência na subscrição?

Terá direito quem tiver ações da Raízen ao fim do pregão da B3 em 5 de novembro. Os papéis comprados a partir de 6 de novembro já serão negociados sem esse direito.

O prazo para exercer a preferência deve ir de 6 de novembro a 7 de dezembro, somando 30 dias corridos. A proporção de subscrição e a quantidade de ações de cada classe por investidor ainda serão definidas pelo Conselho de Administração e divulgadas depois.

Leia também

Quem subscrever terá de pagar à vista, em dinheiro, na data de liquidação que a empresa vai informar. Já as preferenciais classe B não serão negociadas em bolsa nem em mercado de balcão organizado: ficarão registradas apenas nos livros da companhia, mantidos pelo escriturador.

Ticker RAIZ4 dará lugar a RAIZ5

Aprovada a reclassificação, as atuais preferenciais passam a ser negociadas como classe A a partir de 3 de novembro, com o código RAIZ5 no lugar de RAIZ4.

A Raízen pretende homologar a capitalização em reunião do Conselho de Administração marcada para 16 de dezembro. O crédito das novas ações aos investidores está previsto para 18 de dezembro. A empresa ressalta que as datas são indicativas e podem mudar.

O plano de recuperação extrajudicial foi firmado em 5 de junho de 2026 e tem fechamento previsto até 31 de março de 2027, prazo para o cumprimento das condições necessárias à conclusão do processo.

A Redação Economia reúne a cobertura do Clique Fatos sobre economia, negócios, mercado financeiro, agronegócio e finanças pessoais. As matérias são produzidas com apoio de inteligência artificial a partir de agências e veículos citados no texto. Encontrou um erro? Escreva para contato@cliquefatos.com.br.