Queda nos preços do algodão e cacau na Bolsa de Nova York: o que está acontecendo?

Os preços do algodão e do cacau despencam na Bolsa de Nova York, impactados pela alta do dólar. Descubra os detalhes dessa queda e suas consequências!

21/05/2026 23:06

4 min

Queda nos preços do algodão e cacau na Bolsa de Nova York: o que está acontecendo?
(Imagem de reprodução da internet).

Preços do Algodão em Queda na Bolsa de Nova York

Os preços do algodão fecharam a sessão de quinta-feira (21) com uma queda acentuada na bolsa de Nova York. O contrato futuro com vencimento em julho caiu 4,44%, encerrando a cotação a US$ 77,98 por libra-peso. Essa desvalorização foi influenciada pelo movimento negativo das commodities e pela valorização do dólar americano.

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Durante o dia, os contratos futuros da fibra chegaram a apresentar perdas ainda mais significativas.

Os vencimentos foram afetados pelo aumento do índice do dólar. Apesar da pressão sobre os preços, os dados de exportação dos Estados Unidos mostraram um desempenho mais otimista nas vendas externas do algodão. O relatório semanal do USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) indicou que as vendas de algodão da safra 2025/26 totalizaram 131.792 mil fardos na semana encerrada em 14 de maio, representando o maior volume das últimas três semanas e um crescimento de 7,86% em comparação ao mesmo período do ano anterior.

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O relatório também destacou que as vendas da nova safra atingiram 215.962 fardos na semana, marcando o maior volume da temporada atual. No entanto, os embarques totalizaram 289.351 fardos, o que representa o menor nível das últimas nove semanas.

Cotações do Cacau em Queda

As cotações futuras do cacau também apresentaram queda na Bolsa de Nova York, com o contrato para entrega em julho fechando em baixa de 3,14%, cotado a US$ 3.767 por tonelada. O Barchart informou que os preços do cacau recuaram, consolidando-se logo acima das mínimas de duas semanas registradas na segunda-feira.

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A alta do índice do dólar, que atingiu a máxima em seis semanas, pressionou a maioria dos preços das commodities, incluindo o cacau.

Sinais de oferta abundante de cacau são negativos para os preços, uma vez que a produção subiu para um pico de quase dois anos, alcançando 2.692.616 sacas nesta sessão. Recentemente, a Costa do Marfim aumentou sua estimativa de entrega de cacau para 2,2 milhões de toneladas na safra 2025/26, superando a projeção anterior de 1,8 a 1,9 milhão de toneladas, devido a condições climáticas favoráveis.

Alta nos Preços do Café

Os preços futuros do café registraram uma valorização na Bolsa de Nova York, com o contrato para entrega em julho subindo 1,90%, encerrando o dia a US$ 2,734 por libra-peso. O Barchart reportou que os preços do café fecharam em alta, impulsionados pela preocupação de que o fenômeno El Niño possa impactar a safra brasileira de café no próximo ano, levando à cobertura de posições vendidas nos contratos futuros.

A Commercial Coffee Trading alertou que o El Niño pode atrasar as chuvas no Brasil em setembro e outubro, período crítico para a floração das lavouras, o que pode prejudicar a safra de café brasileira de 2026/27. A NOAA (Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos EUA) estima uma probabilidade de 82% de que as condições do El Niño se manifestem entre maio e julho e persistam até o final do ano, com 67% de chance de um “Super El Niño”.

Valorização do Açúcar

Os preços do açúcar também apresentaram valorização na sessão da bolsa de Nova York. O vencimento do açúcar para entrega em julho teve um aumento de 1,15%, sendo cotado a US$ 14,90 por libra-peso. Os preços do açúcar subiram em meio às crescentes preocupações de que a seca provocada pelo fenômeno climático El Niño possa impactar a produção global de açúcar.

A expectativa é que o El Niño reduza as chuvas no Brasil, na Índia e na Tailândia, que são as três maiores regiões produtoras de açúcar do mundo.

Alta nos Preços do Suco de Laranja

Os preços futuros do suco de laranja encerraram a sessão com uma forte alta no mercado internacional. O contrato com vencimento em julho avançou 6,15%, fechando a US$ 1.666,00 por tonelada.

Autor(a):

Com formação em Jornalismo e especialização em Saúde Pública, Lara Campos é a voz por trás de matérias que descomplicam temas médicos e promovem o bem-estar. Ela colabora com especialistas para garantir informações confiáveis e práticas para os leitores.

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