Queda alarmante no seguro rural no Paraná: o que está por trás dessa crise?

Queda na Contratação de Seguro Rural no Paraná
A contratação de seguro rural no Paraná apresentou uma queda significativa nos últimos quatro anos, com uma redução de 17% na arrecadação em três anos e um recuo de cerca de 63% na área protegida em 2025. O estado serve como um termômetro para a situação do seguro no Brasil, devido ao seu histórico de contratações e ao número de propriedades rurais.
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Essa diminuição tem chamado a atenção do agronegócio, especialmente em um contexto de aumento de eventos climáticos extremos e da diminuição dos recursos federais destinados ao setor.
Anderson Sartorelli, do Departamento Técnico do Sistema Faep, comentou que a queda não pode ser atribuída a uma única causa para os resultados negativos do ano passado e deste ano. As retrações no número de contratos e na arrecadação são reflexo de “um cenário macroeconômico adverso, com crise no setor agropecuário e recorrentes intempéries climáticas”, destacou em entrevista ao CNN Agro News.
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Fatores que Contribuem para a Queda
Sartorelli ressaltou que o alto custo do crédito, com taxas de juros elevadas, é uma das variáveis que levaram os produtores a reduzir a contratação de seguros. Além disso, as seguradoras aumentaram o valor do prêmio, tornando o produto ainda mais inacessível. “Um crédito muito mais caro para ser acessado, com uma taxa de juros elevada e um risco maior em relação às questões climáticas, fizeram com que o setor contratasse menos seguro rural”, afirmou.
Consequências da Falta de Proteção
Para o especialista, a falta de proteção adequada pode acarretar consequências estruturais no setor. Com margens já estreitas, o produtor desprotegido tende a diminuir investimentos em fertilizantes e máquinas, o que pode afetar a produtividade nas próximas safras. “Se a gente produz menos, uma menor oferta pode gerar um processo inflacionário alguns meses à frente”, alertou Sartorelli.
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PL 2951 como Possível Solução
Sartorelli mencionou o PL 2951, um projeto de lei que está prestes a ser votado e que propõe mudanças significativas. Entre as alterações previstas, o texto classifica a subvenção ao seguro como despesa obrigatória do governo, o que evitaria o contingenciamento que, segundo ele, tem prejudicado a execução dos recursos. “Existe um orçamento e existe o que é executado, e esse valor executado é muito menor do que esse orçamento.
O orçamento já não cobre tudo o que o setor precisa, já não atende toda a demanda do seguro e ainda há o contingenciamento que dificulta ainda mais a contratação”, enfatizou.
Autor(a):
Marcos Oliveira
Marcos Oliveira é um veterano na cobertura política, com mais de 15 anos de atuação em veículos renomados. Formado pela Universidade de Brasília, ele se especializou em análise política e jornalismo investigativo. Marcos é reconhecido por suas reportagens incisivas e comprometidas com a verdade.



