Quarto Leilão do Eco Invest Brasil promete R$ 13,2 bilhões em investimentos sustentáveis!

O quarto leilão do Eco Invest Brasil promete movimentar até R$ 13,2 bilhões em investimentos, com foco na Amazônia e sustentabilidade. Descubra os detalhes!

Quarto Leilão do Eco Invest Brasil Pode Gerar R$ 13,2 Bilhões em Investimentos

O quarto leilão do programa Eco Invest Brasil tem o potencial de gerar até R$ 13,2 bilhões em investimentos focados na bioeconomia, turismo sustentável e infraestrutura. Os ministérios da Fazenda e do Meio Ambiente e Mudança do Clima divulgaram os resultados nesta segunda-feira (25).

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Desses R$ 13,2 bilhões, cerca de R$ 9 bilhões devem ser direcionados para a Amazônia Legal. A rodada aprovou R$ 3,1 bilhões em capital catalítico na modalidade principal.

Oito instituições financeiras participaram do leilão, incluindo Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal, ABC Brasil, Bradesco, BTG Pactual, Citibank, Itaú e Santander. Entre os vencedores estão Banco do Brasil, BTG Pactual, Bradesco e ABC Brasil.

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Na linha complementar de recursos públicos, o valor homologado atingiu R$ 2,5 bilhões.

Comentários do Ministro da Fazenda

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, destacou que o investimento do Brasil, que representa 1,9% do PIB em inovação, é considerado “pouco” tanto para a iniciativa privada quanto para o governo. Ele enfatizou a importância do papel do estado em realizar investimentos adequados e melhorar a utilização da mão de obra qualificada.

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Durigan também ressaltou que “o estado não é dono da verdade” e a necessidade de reconhecer a eficiência das instituições privadas e universidades na modelagem econômica e financeira do país.

O ministro afirmou que “o estado precisa dar capital catalítico e trazer as instituições financeiras para viabilizar projetos junto com a capacidade da iniciativa privada”. O secretário do Tesouro Nacional, Rogério Ceron, comentou sobre a movimentação significativa de recursos e o progresso gradual dos leilões, mencionando que a primeira edição consolidou o programa e a segunda focou na recuperação de terras degradadas.

Estratégia de Financiamento e Destinação dos Recursos

A estratégia de blended finance é utilizada, onde o Tesouro Nacional concede empréstimos às instituições financeiras com juros de 1% ao ano. Em contrapartida, os bancos devem aportar pelo menos R$ 3 de capital privado para cada R$ 1 de recurso público, permitindo multiplicar em quatro vezes o valor originalmente disponibilizado pelo setor público.

Dos R$ 13,2 bilhões em investimentos, R$ 7,2 bilhões devem ser captados no mercado internacional, enquanto R$ 2,9 bilhões virão de investidores nacionais. Na Amazônia Legal, aproximadamente 90% dos recursos, ou R$ 7,9 bilhões, serão alocados em projetos de infraestrutura, abrangendo iniciativas em energia, saneamento, conectividade e logística de baixo carbono.

Recursos Destinados a Diversas Áreas

Na área da bioeconomia, estão previstos R$ 1,9 bilhão para ações de sociobioeconomia, com foco em povos indígenas, comunidades tradicionais e agricultura familiar. Outros R$ 2 bilhões serão direcionados à bioindustrialização. Projetos relacionados ao manejo florestal receberão R$ 527,6 milhões, enquanto o turismo sustentável contará com cerca de R$ 900 milhões.

A nova rodada também incorpora diretrizes do Plano Nacional de Desenvolvimento da Bioeconomia, com a expectativa de ampliar a oferta de crédito para cadeias agropecuárias e atividades ligadas à sociobioeconomia, especialmente em áreas de produção florestal, biomassa, manejo sustentável e infraestrutura logística na Amazônia.

Embora os recursos tenham sido homologados, a liberação efetiva dependerá da contratação dos projetos e da validação por auditoria financeira independente e por um provedor de segunda opinião. Os dados consolidados devem ser divulgados no primeiro semestre de 2028, e o acompanhamento das operações será feito por meio da plataforma pública Monitor Eco Invest, conforme informado pelo governo.