Putin sinaliza abertura para diálogo com Europa, afirma Kremlin em nova declaração

Putin sinaliza abertura para negociações com a Europa, segundo o Kremlin. O que isso pode significar para a guerra na Ucrânia? Descubra os detalhes!

Putin aberto a negociações com a Europa, afirma Kremlin

O presidente da Rússia, Vladimir Putin, manifestou disposição para dialogar com “todos”, incluindo os países europeus, conforme declarado pelo Kremlin nesta sexta-feira (8). A afirmação surge após o Financial Times relatar que os líderes da União Europeia estavam se preparando para possíveis conversas.

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Na quinta-feira (7), o jornal destacou que a mudança de postura da UE foi impulsionada pela frustração com as negociações para encerrar a guerra na Ucrânia, que estão sob a liderança do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

O veículo de comunicação também mencionou que há “potencial” para a UE estabelecer um diálogo com Putin, contando com o apoio do presidente ucraniano, Volodymyr Zelenskiy, para tal iniciativa. O porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, comentou a reportagem, afirmando que “Putin está pronto para negociar com todos.

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Ele já afirmou isso repetidamente”. Peskov acrescentou que a Rússia está disposta a avançar nas conversas, desde que os europeus também estejam dispostos a fazê-lo.

Além disso, Peskov ressaltou que a Rússia não iniciará contatos após a posição adotada pelos europeus. Ele enfatizou que cabe aos governos europeus dar o primeiro passo, uma vez que foram eles que romperam relações com Moscou em 2022, após o início do conflito com a Ucrânia. “O lado russo não iniciou o rompimento total de nossas relações com a UE”, afirmou Peskov, atribuindo a iniciativa a Bruxelas e às capitais europeias.

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Líderes europeus têm afirmado que a Rússia deve ser derrotada na Ucrânia, caracterizando Putin como um criminoso de guerra e autocrata. Eles alertam que, se Putin vencer, isso poderia representar um risco para a Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN).

A Rússia, por sua vez, rejeita essas alegações, considerando-as absurdas. Desde fevereiro de 2022, quando ordenou o envio de tropas, Putin acusa as potências europeias de serem belicistas ao fornecer apoio financeiro, armamentos e informações de inteligência a Kiev.