Casos de hantavírus disparam na Argentina: 32 mortes e alerta para viajantes!

Casos de hantavírus na Argentina disparam, com 32 mortes e o maior número de infecções desde 2018. Descubra os detalhes alarmantes dessa situação!

10/05/2026 04:26

4 min

Casos de hantavírus disparam na Argentina: 32 mortes e alerta para viajantes!
(Imagem de reprodução da internet).

Casos de hantavírus na Argentina aumentam significativamente

Na Argentina, os casos de hantavírus quase dobraram no último ano, resultando em 32 mortes e no maior número de infecções desde 2018. Esse aumento ocorre enquanto as autoridades tentam rastrear um casal que viajou extensivamente pelo país e faleceu durante um surto do vírus a bordo do navio de cruzeiro MV Hondius.

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A embarcação partiu do porto de Ushuaia, no sul da Argentina, em 1º de abril e atualmente navega em direção às Ilhas Canárias, na Espanha, com previsão de chegada ao porto industrial de Granadilla, em Tenerife, no início da manhã de domingo (10).

Especialistas apontam que as mudanças climáticas e a destruição de habitats são fatores que contribuem para o aumento dos casos, uma vez que a doença é geralmente transmitida pela urina ou fezes de roedores infectados. A temporada atual, que começou em junho de 2025, já contabilizou 101 casos, conforme informado pelo Ministério da Saúde da Argentina, em comparação com apenas 57 no mesmo período da temporada anterior.

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Além disso, o país registrou uma das maiores taxas de letalidade dos últimos anos, com um aumento de 10 pontos percentuais nas mortes em relação ao ano anterior.

Risco de contágio e áreas afetadas

Embora não tenham sido registrados casos de hantavírus em Ushuaia nas últimas décadas, o vírus é endêmico em outras regiões da Argentina. As autoridades acreditam que o casal visitou diversas áreas do país, cruzando a fronteira com o Chile e passando pelo Uruguai antes de embarcar no cruzeiro.

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Quatro regiões geográficas da Argentina são historicamente consideradas de alto risco para contágio: Noroeste (Salta, Jujuy e Tucumán), Nordeste (Misiones, Formosa e Chaco), Centro (Buenos Aires, Santa Fé e Entre Ríos) e Sul (Neuquén, Río Negro e Chubut).

O casal holandês que faleceu no navio teria visitado Misiones e Neuquén durante a viagem.

Tradicionalmente, o hantavírus esteve associado à Patagônia, no extremo sul da Argentina, após um surto mortal em 2018 que resultou em 11 mortes e várias infecções. No entanto, nesta temporada, a maioria dos casos foi registrada na região central, com a província de Buenos Aires liderando as ocorrências, totalizando 42 casos.

O surto no navio está relacionado a uma forma rara do vírus, que pode ser transmitida entre humanos em situações de contato próximo.

Fatores ambientais e saúde pública

O hantavírus na Argentina geralmente se desenvolve em áreas rurais e periurbanas, onde há plantações, vegetação alta e umidade. Especialistas acreditam que a degradação ambiental, impulsionada pelas mudanças climáticas e pela atividade humana, está facilitando a disseminação da doença, permitindo que os roedores transmissores prosperem em novas áreas.

O ministério destacou que a interação humana com ambientes silvestres e a destruição de habitats são fatores que contribuem para o aumento dos casos fora das áreas historicamente endêmicas.

Fenômenos climáticos extremos, como secas e chuvas intensas, também estão impulsionando essa tendência. O aumento das temperaturas altera o ecossistema, afetando a presença do rato-de-cauda-longa, principal transmissor do vírus na Argentina e no Chile.

Eduardo López, especialista em doenças infecciosas, explicou que esses roedores se adaptam melhor às mudanças climáticas, o que pode estar relacionado ao aumento dos casos observados.

Investigação e comparações com a Covid-19

O Ministério da Saúde enviará equipes técnicas a Ushuaia para capturar e analisar roedores em áreas relacionadas ao trajeto do casal holandês, que pode ter sido exposto ao vírus. No entanto, Juan Petrina, diretor de epidemiologia da Terra do Fogo, afirmou que o cronograma não indica que o casal tenha contraído a doença na região, citando registros de sua passagem pelo local.

Ele também negou rumores sobre uma possível visita a um aterro sanitário em Ushuaia antes do embarque no navio.

O surto no MV Hondius gerou preocupações sobre uma possível nova pandemia, dado que os passageiros são de diversos países. A doutora Charlotte Hammer, professora assistente de Segurança em Saúde, destacou que, embora haja semelhanças com a Covid-19, o hantavírus e suas cepas têm características distintas.

A transmissão entre humanos é limitada e requer contato próximo e prolongado, o que não é comum em ambientes como navios de cruzeiro.

Em uma abordagem incomum, o diretor-geral da Organização Mundial da Saúde se dirigiu diretamente aos cidadãos de Tenerife, expressando compreensão sobre suas preocupações. Ele garantiu que um plano foi elaborado para assegurar a segurança dos passageiros e dos moradores da ilha, enfatizando que o risco de transmissão permanece baixo, já que não há passageiros sintomáticos a bordo.

Fluente em quatro idiomas e com experiência em coberturas internacionais, Ricardo Tavares explora o impacto global dos principais acontecimentos. Ele já reportou diretamente de zonas de conflito e acompanha as relações diplomáticas de perto.

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