Professores da UnDF protestam no Buriti e cobram reunião com Celina Leão

Professores da UnDF protestam por diálogo com a governadora
Na segunda-feira (13), professores fizeram um ato em frente ao Palácio do Buriti. O objetivo era pressionar por uma audiência com a governadora do DF, Celina Leão (PP). Os docentes denunciam que a carreira do magistério superior no Distrito Federal é uma das mais desvalorizadas do país.
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A mobilização visa estabelecer um canal de comunicação direto com o governo. Segundo os professores, as conversas com a reitoria não avançaram, e o movimento mantém a pressão sobre a gestão.
Decisões judiciais e manutenção da greve
Em um desdobramento recente, uma decisão judicial determinou o retorno de 80% das atividades, sob pena de multa diária de R$ 50 mil. Para cumprir essa ordem e evitar a paralisação total das atividades sindicais, a categoria optou por acatar o percentual de funcionamento.
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Contudo, essa decisão não significa o fim da paralisação. Louis Blanchet, presidente do Sindicato dos Docentes da Universidade do Distrito Federal (SindUnDF), afirmou que a categoria manterá a greve pelo tempo que for necessário para alcançar suas reivindicações.
Salários e estrutura de carreira
A principal pauta dos professores gira em torno da precariedade salarial e da ausência de uma estrutura de carreira adequada ao magistério superior. Os docentes apontam que a remuneração na UnDF é inferior à de outras universidades estaduais e federais, além de estar abaixo de outras carreiras de nível superior no próprio Distrito Federal.
Márcia Guedes, professora de Serviço Social, relatou que o salário base de um professor com doutorado é de R$ 6.000, valor que ela considera muito baixo comparado a outras instituições. A docente enfatizou que a gestão atual não demonstra caráter participativo.
Governança e transparência
Além das questões salariais, os protestos incluem críticas à falta de democracia interna e a decisões administrativas consideradas autoritárias. Um ponto de grande tensão é a mudança do campus para Ceilândia, prevista em um custo estimado de R$ 110 milhões ao longo de cinco anos.
Guilherme Bruno, da diretoria do SindUnDF, alertou que essa mudança está causando evasão de alunos e desorganização das atividades acadêmicas e administrativas. A categoria exige total transparência no uso desses recursos e a suspensão da mudança sem consulta à comunidade.
Autonomia e diálogo
A professora de matemática, Luísa Ramos, defendeu que a universidade necessita de autonomia e que a reitoria deveria ser eleita pelo próprio corpo docente. Ela manifestou o desejo de ser valorizada para exercer suas funções sem interferências de uma reitora que, segundo ela, não respeita o corpo docente.
A paralisação ocorre em paralelo ao movimento estudantil OcupaUnDF, iniciado em 18 de março. Os alunos criticam que a mudança para Ceilândia ignora as necessidades de permanência estudantil, dificultando o acesso por quem depende de transporte público.
Articulação política
Antes do ato no Buriti, representantes do comando de greve se reuniram na Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF) com deputados distritais Wellington Luiz (MDB) e Fábio Félix (Psol). O objetivo era garantir que os parlamentares intercedessem junto à governadora para agendar uma reunião oficial ainda naquela semana.
A expectativa era de um encontro na quarta-feira, dia 15, embora sem confirmação oficial do governo. A pauta de negociação inclui, além do orçamento, a fusão dos cargos de professor e tutor e a garantia de que 70% dos conselhos superiores sejam ocupados por docentes da carreira.
Posicionamentos oficiais
Durante o ato, houve um diálogo com representantes da Secretaria de Atendimento à Comunidade, que sinalizaram a possibilidade de intermediar um agendamento com a governadora. No entanto, muitos manifestantes avaliaram o gesto como insuficiente, vendo-o apenas como uma tentativa de adiar negociações.
Em nota anterior, a reitoria da UnDF declarou respeitar o direito de greve, mas justificou a judicialização como um meio para assegurar o funcionamento mínimo da instituição. Até o fechamento da matéria, o Governo do Distrito Federal (GDF) não havia confirmado a data da reunião com os docentes.
Editoria:
Redação Saúde e Educação
A Redação Saúde e Educação reúne a cobertura do Clique Fatos sobre saúde, bem-estar e educação. As matérias são produzidas com apoio de inteligência artificial a partir de agências e veículos citados no texto. Encontrou um erro? Escreva para [email protected].



