Professores protestam em BH e cobram reajuste de 41,83% do governo de Minas

A greve da rede estadual começou em 4 de março.

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Foto: Reprodução

Professores de Minas protestam em Belo Horizonte

Estudantes, educadores e representantes de sindicatos se reuniram em Belo Horizonte na segunda-feira (16) para expressar sua indignação com a greve em curso na educação pública de Minas Gerais. Os atos de protesto, realizados na região do Barreiro e na Praça Sete, visavam aumentar a pressão sobre o governo estadual e mobilizar a população em apoio às demandas da categoria.

A greve, iniciada em 4 de março, tem como foco a reivindicação de recomposição salarial de 41,83%, acumulada desde 2019, durante a gestão do governador Romeu Zema. Além disso, a categoria busca garantir o pagamento de verbas retidas, a concessão de promoções por escolaridade e o cumprimento de determinações da Portaria nº 82 do Ministério da Educação.

Reivindicações e negociações

A coordenadora do Sindicato Único dos Trabalhadores em Educação de Minas Gerais (Sind-UTE/MG), Denise Romano, criticou a gestão do governador Romeu Zema e do vice-governador Matheus Simões, apontando para o alto reajuste salarial recebido por eles e a falta de atenção com a educação. Após reuniões com representantes do governo, o sindicato ressaltou a necessidade de intensificar as mobilizações, devido à falta de avanços nas negociações.

O sindicato informou que cerca de 80% da categoria possui vínculo precário e que Minas Gerais lidera o ranking de precarização docente no Brasil. A entidade exige a nomeação imediata dos aprovados em concursos públicos e o cumprimento de reajustes para todos os aposentados, com ou sem paridade. A categoria também se opõe à privatização e à terceirização da educação pública.

Mobilização contra a privatização

O Comando Estadual de Greve estabeleceu um calendário de ações, incluindo uma audiência pública sobre a campanha salarial, agendada para esta terça-feira (17), e uma nova assembleia da categoria prevista para a próxima quarta-feira (18). A entidade também se mobiliza contra iniciativas de privatização da educação, como o leilão de 95 escolas estaduais, que estava previsto para 25 de março na B3.

A categoria acredita que a privatização representa um avanço da terceirização no ensino público e pode comprometer a qualidade da educação e as condições de trabalho dos profissionais. A entidade busca garantir que a educação pública continue sendo um direito acessível a todos.

Falta de Resposta do Governo

O governo de Minas, por meio da Secretaria de Estado de Educação, não se manifestou sobre as negociações. A categoria segue mobilizada.

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