Produtores Rurais em Alerta: Nova Exigência de ESG Impacta Seguros Agrícolas
Seguro rural: Nova exigência de ESG impacta produtores! A partir de domingo, novas operações precisam de análise rigorosa de ESG. Produtores com terras em
Novas Operações de Seguro Rural Exigem Análise de ESG
A partir deste domingo (3), todas as novas operações de seguro rural – abrangendo agricultura, maquinário e equipamentos – precisarão passar por uma análise rigorosa de ESG (Ambiental, Social e Governança), conforme a Resolução nº 485 do CNSP (Conselho Nacional de Seguros Privados).
Essa mudança representa um novo marco regulatório no setor, com implicações significativas para os produtores rurais.
Em essência, a resolução impõe que produtores que desejam contratar seguros para suas propriedades estejam sujeitos a uma avaliação detalhada de seus impactos ambientais, sociais e de governança. Produtores que possuam terras em áreas embargadas pelo IBAMA, desmatadas, de preservação permanente ou pertencentes a comunidades indígenas ou quilombolas ficarão privados da possibilidade de realizar essas operações.
Além disso, a partir de maio, produtores inscritos no cadastro federal de trabalhadores submetidos a condições análogas à escravidão também serão inelegíveis para contratar seguros.
O coordenador do Observatório do Seguro Rural da FGV, Pedro Loyola, avalia que essa medida é uma resposta direta às pressões internacionais em busca de uma redução no impacto ambiental e social das atividades rurais. “Essa resolução responde às demandas e pressões internacionais de redução no impacto ambiental e social.
Esse é mais um mecanismo para desincentivar a exploração de áreas de preservação e frear o desmatamento”, explica Loyola.
Dados da Susep (Superintendência de Seguros Privados) indicam que, em 2025, o mercado de seguradoras rurais contava com 25 empresas, totalizando cerca de R$ 8,4 bilhões em prêmios emitidos. A análise de ESG se tornará a principal porta de entrada para a obtenção de crédito no setor.
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Especialistas preveem que as seguradoras de maquinário e equipamentos serão as que demandarão maior adaptação, devido à necessidade de aplicar a análise de ESG nos contratos.
A avaliação da análise de ESG envolverá o Cadastro Ambiental Rural (CAR) e bases de dados federais e estaduais de georreferenciamento, que verificam a legalidade do imóvel rural. Embora as bases de dados não sejam isentas de erros, a taxa de erro nos últimos seis anos tem sido considerada mínima, conforme aponta Loyola, descartando altos níveis de reclamações.
O coordenador projeta que o mês de maio será dedicado às adaptações, mas que até o início do próximo calendário agrícola, as seguradoras já estarão operando em conformidade com os novos padrões regulatórios.