Prisão de Árícka Rosalia Alves Cunha em Goiás gera polêmica sobre abuso de autoridade

A prisão da advogada Árícka Rosalia Alves Cunha em Goiás gera polêmica e levanta questões sobre abuso de autoridade. Entenda os desdobramentos desse caso!

17/04/2026 22:26

2 min

Prisão de Árícka Rosalia Alves Cunha em Goiás gera polêmica sobre abuso de autoridade
(Imagem de reprodução da internet).

Prisão de Advogada em Goiás Levanta Questões sobre Abuso de Autoridade

A advogada Árícka Rosalia Alves Cunha foi detida na última quarta-feira (15) pelo delegado Christian Zilmon Mata dos Santos, após relatar em suas redes sociais o arquivamento de um boletim de ocorrência registrado em Cocalzinho de Goiás, no Distrito Federal (DF).

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A libertação da advogada ocorreu após o pagamento de R$ 10 mil em fiança.

O Sistema de Defesa das Prerrogativas (SDP) da Ordem dos Advogados do Brasil, Seção Goiás (OAB-GO), decidiu instaurar procedimentos contra o delegado Christian, considerando a prisão da advogada como arbitrária, no município de Pirenópolis. Ao compartilhar um vídeo sobre a situação, Árícka recebeu críticas nas redes sociais, incluindo comentários depreciativos.

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Arquivamento da Ocorrência e Pedido de Desarquivamento

Conforme um documento divulgado por Árícka, a ocorrência foi arquivada temporariamente devido à falta de policiais na delegacia, com a promessa de reavaliação quando houvesse um aumento efetivo no efetivo policial. Em resposta, a advogada solicitou o desarquivamento do caso e fez a publicação em suas redes sociais.

Em um vídeo, o delegado Christian Zilmon Mata dos Santos afirmou que a advogada o ofendeu e que suas declarações sobre o arquivamento do caso foram consideradas pessoais. Essas alegações resultaram na prisão de Árícka por desacato e injúria.

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Providências da OAB e Nota da Polícia Civil

A Polícia Civil de Goiás informou que o caso foi encaminhado à Superintendência de Correições e Disciplina da PCGO para investigação. O Sistema de Defesa das Prerrogativas (SDP) da OAB adotou várias medidas, incluindo a formalização de uma representação por abuso de autoridade ao procurador-geral de Justiça e o acionamento da Corregedoria-Geral da Polícia Civil.

A OAB-MT (Ordem dos Advogados do Brasil do Mato Grosso) também expressou solidariedade a Árícka Rosália Alves Cunha em um comunicado oficial. O Estatuto da Advocacia (Lei 8.906/94) assegura que um advogado não pode ser preso em flagrante no exercício da profissão sem a presença de um representante da OAB, exceto em casos de crime inafiançável.

A CNN Brasil tentou contato com a defesa de Árícka, mas não obteve resposta. O delegado Christian e sua defesa também não foram localizados para comentar o caso.

Autor(a):

Apaixonada por cinema, música e literatura, Júlia Mendes é formada em Jornalismo pela Universidade Federal de São Paulo. Com uma década de experiência, ela já entrevistou artistas de renome e cobriu grandes festivais internacionais. Quando não está escrevendo, Júlia é vista em mostras de cinema ou explorando novas bandas independentes.

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