Prestação de Contas de Álvaro Damião em BH: O que foi dito sobre obras e saúde?

Prefeito Álvaro Damião em BH: prestação de contas gera cobranças intensas! O que foi dito sobre obras e saúde? Saiba mais.

09/04/2026 12:46

4 min

Prestação de Contas de Álvaro Damião em BH: O que foi dito sobre obras e saúde?
(Imagem de reprodução da internet).

Prestação de Contas de Álvaro Damião em Belo Horizonte: Cobranças e Promessas

A prestação de contas do prefeito Álvaro Damião, realizada na Câmara Municipal de Belo Horizonte na última segunda-feira, dia 6, foi marcada por questionamentos intensos de vereadores e moradores. Os temas centrais de debate incluíram obras paralisadas, o déficit orçamentário, a situação da saúde e o transporte público.

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Apesar de apresentar um balanço positivo do primeiro ano de gestão, o prefeito teve que ser vago ao responder a questionamentos mais delicados, evitando detalhar prazos concretos para as melhorias prometidas.

Destaques da Gestão e Frustrações com Prazos

Antes de abrir espaço para perguntas, Damião mencionou ações como a diminuição da fila de exames médicos e a contratação de 3,8 mil profissionais na área da saúde. Também citou a ampliação de vagas na educação, o plantio de 51 mil árvores e a gratuidade do transporte coletivo aos domingos e feriados.

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Contudo, a falta de cronogramas definidos para as obras que estão em andamento gerou visível descontentamento entre os presentes, tanto vereadores quanto o público.

Cobranças sobre Infraestrutura e Financiamentos

Logo no início do encontro, o prefeito se manifestou sobre cartazes exibidos por cidadãos. Questionado sobre a reforma da Praça do Papa, ele garantiu que a entrega ocorreria até o final do semestre. Sobre a aquisição de 40 iPhones, esclareceu que os aparelhos vieram de apreensões da Receita Federal e seriam usados apenas para comunicação institucional.

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Vereadores apontaram um contraste entre os dados oficiais de avanço da cidade e a realidade vivida pela população, que ainda enfrenta problemas estruturais, como drenagens incompletas e os impactos das chuvas.

Orçamento e Prioridades de Obras

Durante a sessão, foram levantados os pedidos de empréstimos do Executivo, totalizando cerca de R$ 3 bilhões. Parlamentares exigiram que a conclusão das obras já iniciadas fosse priorizada antes de buscar novos financiamentos.

Damião reconheceu a existência de intervenções inacabadas, mas afirmou que elas já ajudaram a mitigar alagamentos, sem, contudo, fornecer datas para a finalização dessas melhorias.

Temas Específicos: Saúde, Mulheres e Centro Urbano

A questão da saúde pública foi um ponto de grande tensão. O vereador Dr. Bruno Pedralva (PT) ressaltou que o município arca com a maior parte dos custos, enquanto o governo estadual contribui com apenas 12,9% da receita da área.

Com um déficit projetado de R$ 787 milhões para 2026, Pedralva questionou a possibilidade de novos cortes. Damião prometeu equilibrar as contas sem reduzir investimentos, mas não detalhou como isso seria alcançado.

Políticas para Mulheres e Catadores

A vereadora Luiza Dulci (PT) questionou o destino do orçamento para políticas de combate à violência de gênero, mencionando o Centro Especializado de Atendimento à Mulher – Benvinda. Damião assegurou que não haveria redução de recursos para o Benvinda, mas indicou que o serviço poderia ser integrado à nova estrutura.

A prefeitura iniciou as obras da Casa da Mulher Brasileira, no bairro União, com previsão de entrega para 2026 e investimento de R$ 15,5 milhões, em parceria com o governo federal. Luiza Dulci também chamou a atenção para os catadores, e o prefeito prometeu um projeto à câmara com previsão de equipamentos, mas sem prazos.

Debate sobre Revitalização e Orçamento Participativo

O projeto de requalificação da região central gerou divergências, com críticas apontando risco de favorecimento ao setor imobiliário e uma tramitação apressada. O vereador Pedro Patrus (PT) exigiu garantias de inclusão social, defendendo que pelo menos 50% dos empreendimentos fossem destinados à habitação popular.

Em relação ao Orçamento Participativo (OP), Damião afirmou que seguirá a ordem cronológica de execução das obras paralisadas. Essa resposta manteve a incerteza sobre a retomada efetiva dessas políticas públicas na cidade.

Conclusão: A Necessidade de Cronogramas Claros

Em resumo, a prestação de contas evidenciou um diálogo tenso entre a gestão e a comunidade. Enquanto o Executivo apresentou dados de avanços em diversas áreas, a ausência de cronogramas firmes para obras e serviços essenciais deixou claro o sentimento de apreensão entre os presentes.

A população e os vereadores aguardam maior transparência e compromisso com prazos concretos para que as promessas de melhoria cheguem à realidade de Belo Horizonte.

Autor(a):

Apaixonada por cinema, música e literatura, Júlia Mendes é formada em Jornalismo pela Universidade Federal de São Paulo. Com uma década de experiência, ela já entrevistou artistas de renome e cobriu grandes festivais internacionais. Quando não está escrevendo, Júlia é vista em mostras de cinema ou explorando novas bandas independentes.

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