Prefeitura de SP libera R 1,2 bilhão para saúde e mira filas de cirurgias

Do total liberado, R700 milhões serão destinados à atenção hospitalar, incluindo a aquisição de materiais de uso contínuo e a ampliação de leitos de UTI. Outros R 300 milhões devem ser aplicados na atenção primária, com reforço no programa de saúde da família e na farmácia básica.
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Os R 200 milhões restantes ficarão para a gestão administrativa e investimentos em tecnologia da informação.
A Prefeitura de São Paulo anunciou, na manhã desta quarta – feira (12), a liberação de R 1,2 bilhão em crédito suplementar para a área da saúde. A medida foi publicada no Diário Oficial do Município e autoriza a Secretaria Municipal da Saúde a reforçar o orçamento com recursos destinados a hospitais, UPAs e programas de atenção básica. A gestão municipal afirma que o aporte visa reduzir filas de cirurgias eletivas e ampliar o atendimento na rede pública. O anúncio foi feito pelo prefeito Ricardo Nunes (MDB), que destacou a prioridade da gestão em destravar obras e serviços na área. Segundo ele, o montante será aplicado ao longo de 2026, com foco na compra de insumos, manutenção de equipamentos e contratação de profissionais por meio de organizações sociais. A prefeitura também informou que parte dos recursos será usada para quitar dívidas de exercícios anteriores.
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Recursos e destinação do aporte
A Secretaria Municipal da Saúde já publicou os primeiros editais de licitação para compra de medicamentos e insumos com a nova verba. A previsão é que os contratos sejam assinados até o fim do primeiro semestre. A pasta informou que o cronograma de repasses será mensal, com acompanhamento do Tribunal de Contas do Município.
A medida chega em um momento de pressão sobre a rede pública, que registrou alta na demanda por atendimentos de urgência nas últimas semanas. Dados internos da própria secretaria apontam que a taxa de ocupação dos prontos – socorros municipais está em 85%, acima do considerado confortável pela administração.
Reações e próximos passos
A liberação do crédito foi bem recebida por vereadores da base aliada, que cobravam agilidade na destinação de recursos para a saúde. Já a oposição prometeu fiscalizar a aplicação do dinheiro e cobrou transparência na escolha das organizações sociais que vão gerir parte dos serviços.
O Conselho Municipal de Saúde deve se reunir na próxima semana para discutir o plano de aplicação.
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Com o aporte, a prefeitura espera zerar a fila de cirurgias eletivas acumulada desde o período mais crítico da pandemia. Atualmente, são cerca de 40 mil pessoas aguardando procedimentos como cirurgias de catarata, vesícula e hérnia. A meta é reduzir esse número pela metade até dezembro de 2026.
O secretário municipal da Saúde, Luiz Carlos Zamarco, afirmou que o recurso extra não compromete o orçamento de outras áreas. Ele explicou que a suplementação foi possível graças ao aumento na arrecadação de impostos municipais, como o ISS (Imposto Sobre Serviços), que cresceu 8% no primeiro trimestre em comparação ao mesmo período do ano passado.
Para os próximos meses, a gestão promete anunciar um pacote de obras em hospitais municipais, incluindo a reforma do Hospital do MBoi Mirim e a ampliação do Hospital do Campo Limpo. As intervenções devem começar no segundo semestre, com prazo de conclusão estimado em 18 meses.
A prefeitura também estuda a abertura de novos concursos públicos para a área, mas ainda sem data definida.
Autor(a):
Ricardo Tavares
Fluente em quatro idiomas e com experiência em coberturas internacionais, Ricardo Tavares explora o impacto global dos principais acontecimentos. Ele já reportou diretamente de zonas de conflito e acompanha as relações diplomáticas de perto.



