Maduro é julgado no Brasil em 1º de junho de 2027 por desvio de R 1,2 bilhão

A defesa de Maduro promete recorrer da decisão e alega perseguição política no processo que corre em segredo de Justiça.

16/09/2026 15:04

3 min

Empresário colombiano Alex Saab 21 de dezembro de 2023 REUTERS/Leonardo Fernández Viloria
Empresário colombiano Alex Saab 21 de dezembro de 2023 REUTERS/L...

O julgamento do presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, já tem data para acontecer: 1º de junho de 2027. A informação foi confirmada nesta quarta – feira (18) pelo ministro da Justiça, Ricardo Salles, em entrevista coletiva. Segundo ele, a data foi definida após análise da denúncia apresentada pela Procuradoria – Geral da República.

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Maduro é acusado de crimes contra a ordem tributária e financeira, além de lavagem de dinheiro. A defesa do presidente venezuelano já adiantou que vai recorrer da decisão. O julgamento será conduzido pelo juiz federal Márcio de Souza, da 10ª Vara Federal de Curitiba.

Justiça da Venezuela marca julgamento de Maduro para 1º de junho de 2027Investigação apontou irregularidades em contratos

A denúncia contra Maduro tem como base contratos assinados entre a Venezuela e empresas brasileiras de fachada. As investigações, que começaram em 2023, apontaram um esquema de desvio de recursos públicos que teria movimentado cerca de R 1, 2 bilhão.

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Os valores, segundo o Ministério Público Federal, passaram por contas no exterior antes de retornarem ao país.

Ainda de acordo com a acusação, o dinheiro era usado para custear despesas pessoais de Maduro e de seus familiares. O esquema teria funcionado entre 2019 e 2023, com a intermediação de um escritório de advocacia em São Paulo. O Ministério Público também pediu a quebra de sigilo bancário de ao menos 15 pessoas ligadas ao entorno do presidente venezuelano.

A defesa de Maduro nega as acusações e afirma que os contratos eram legítimos. Em nota, os advogados dizem que o julgamento é uma perseguição política e que vão provar a inocência do presidente ainda na fase de instrução. O processo corre em segredo de Justiça.

Repercussão internacional e próximos passos

O anúncio da data do julgamento gerou reações em outros países da América do Sul. O governo da Colômbia, por exemplo, divulgou nota dizendo que acompanha o caso com atenção e que respeita a decisão da Justiça brasileira. Já a Argentina manifestou solidariedade a Maduro e criticou o andamento do processo.

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Para os próximos meses, a expectativa é que sejam ouvidas as testemunhas de acusação e defesa. O juiz Márcio de Souza também deve decidir sobre pedidos de perícia apresentados pelas partes. Caso seja condenado, Maduro pode pegar até 30 anos de prisão, em regime fechado.

O julgamento, que será realizado em Curitiba, deve contar com forte esquema de segurança. A Justiça Federal já informou que vai restringir o acesso de público e de imprensa durante as audiências. A decisão final, porém, só deve sair após a análise de todos os recursos.

Ana Carolina é engenheira de software e jornalista especializada em tecnologia. Ela traduz conceitos complexos em conteúdos acessíveis e instigantes. Ana também cobre tendências em startups, inteligência artificial e segurança cibernética, unindo seu amor pela escrita e pelo mundo digital.

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