Preços do petróleo sobem após ataques em Beirute; Opep+ aumenta produção em meio a tensões

Preços do Petróleo Disparam Após Ataques em Beirute
Os preços do petróleo tiveram um aumento superior a US$ 2 por barril na abertura das negociações deste domingo (7), após um ataque militar israelense a Beirute, capital do Líbano. Este foi o primeiro ataque desde o último cessar-fogo, que ocorreu após a interceptação de fogo do Hezbollah no norte de Israel.
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Os futuros do petróleo bruto dos Estados Unidos subiram US$ 2,57, alcançando US$ 93,11 por barril, às 22h15 GMT. Já os futuros do petróleo Brent aumentaram US$ 2,67, atingindo US$ 95,76 por barril.
O ataque se concentrou no bairro de Dahiyeh, em Beirute, e a Agência Nacional de Notícias do Líbano informou que dois edifícios residenciais foram alvos. Imagens da área mostraram uma densa nuvem de fumaça e danos significativos em pelo menos um bloco de apartamentos.
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Após os ataques, as Forças de Defesa de Israel (FDI) relataram ter detectado o lançamento de mísseis balísticos oriundos do Irã, o que, segundo os militares israelenses, representa o primeiro incidente desse tipo desde abril. Alertas foram emitidos para os moradores do norte de Israel sobre a possibilidade de novos ataques.
Reações e Aumento da Produção de Petróleo
Em resposta, as forças israelenses continuam suas operações no sul do Líbano e em Beirute. O regime iraniano acusou Israel de agir com o apoio dos Estados Unidos, afirmando que o país “ultrapassou todas as linhas vermelhas” no contexto do conflito com o Hezbollah.
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Em meio a essa situação, os países membros da Opep+ (Organização dos Países Exportadores de Petróleo e aliados) concordaram, pela quarta vez, em aumentar suas metas de produção de petróleo para os próximos dois meses.
A decisão foi tomada mesmo diante das tensões geopolíticas entre os Estados Unidos e o Irã, que continuam a impactar a capacidade de produção e exportação de alguns membros do grupo. De acordo com o plano, sete países centrais do grupo, que inclui a OPEP e aliados como a Rússia, já haviam ampliado suas cotas entre abril e junho em cerca de 600 mil barris por dia.
Contudo, a produção efetiva do grupo caiu, devido a cortes nas exportações, especialmente entre os membros do Golfo, atingindo uma média de 33,19 milhões de barris por dia em abril, abaixo dos 42,77 milhões registrados em fevereiro, conforme dados da OPEP.
Neste domingo, os mesmos sete países decidiram um novo aumento de 188 mil barris por dia a partir de julho, conforme comunicado da organização. Esse valor repete o ajuste realizado em junho e mantém a tendência de aumentos mais moderados em comparação aos acréscimos mensais anteriores de 206 mil barris por dia em abril e maio, ajustes que consideraram mudanças na participação e na produção dos Emirados Árabes Unidos.
Autor(a):
Marcos Oliveira
Marcos Oliveira é um veterano na cobertura política, com mais de 15 anos de atuação em veículos renomados. Formado pela Universidade de Brasília, ele se especializou em análise política e jornalismo investigativo. Marcos é reconhecido por suas reportagens incisivas e comprometidas com a verdade.



