O prazo final para que agentes públicos que desejam participar das eleições deixem seus cargos foi encerrado no último sábado, dia 4 de abril de 2026. Essa regra, conhecida como desincompatibilização, é obrigatória para governadores, prefeitos e ministros de Estado que pretendem concorrer no pleito de outubro.
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Com o encerramento do prazo, um total de 11 governadores formalizaram o afastamento de suas funções para disputar outros cargos. O PSD-GO, por exemplo, anunciou na semana passada sua pré-candidatura à Presidência da República.
Romeu Zema (Novo-MG) também se afastou do cargo após dois mandatos consecutivos e sinalizou seu interesse em concorrer à Presidência, embora ainda não tenha formalizado essa pré-candidatura. Além disso, nove governadores deixaram seus postos visando disputar uma vaga no Senado.
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Entre os que se desvincularam para o Senado estão: Gladson Cameli (PP-AC); Wilson Lima (União-AM); Ibaneis Rocha (MDB-DF); Renato Casagrande (PSB-ES); Mauro Mendes (União-MT); Helder Barbalho (MDB-PA); João Azevêdo (PSB-PB); e Antonio Denarium (PP-RR).
O ex-governador do Rio de Janeiro (PL) também renunciou ao mandato para buscar uma cadeira no Senado.
É importante notar que o ex-governador do Rio de Janeiro (PL) foi condenado no mês passado à inelegibilidade até 2030 pelo Tribunal Superior Eleitoral. Por essa razão, sua participação nas eleições deverá ocorrer sob análise judicial.
Os governadores se dividiram em três grupos principais em relação ao mandato: aqueles que buscarão a reeleição, os que permanecerão no cargo e os que decidiram completar o mandato sem concorrer.
Nove governadores estão aptos a disputar a reeleição, podendo permanecer em seus cargos. São eles: Clécio Luís (União-AP); Jerônimo Rodrigues (PT-BA); Elmano de Freitas (PT-CE); Eduardo Riedel (PP-MS); Raquel Lyra (PSD-PE); Rafael Fonteles (PT-PI); Jorginho Mello (PL-SC); Tarcísio de Freitas (Republicanos-SP) e Fábio Mitidieri (PSD-SE).
Segundo a legislação eleitoral, os políticos não precisam deixar os cargos do Poder Executivo se pretendem disputar um segundo mandato. Sete governadores decidiram cumprir o mandato sem renunciar para concorrer a outro cargo. Eles já cumpriram dois mandatos consecutivos, sendo: Paulo Dantas (MDB-AL); Carlos Brandão (Sem partido-MA); Ratinho Junior (PSD-PR); Fátima Bezerra (PT-RN); Eduardo Leite (PSD-RS); Marcos Rocha (PSD-RO) e Wanderlei Barbosa (Republicanos-TO).
O primeiro turno das eleições está programado para o dia 4 de outubro, data em que 155 milhões de eleitores estarão aptos a votar para presidente da República, vice-presidente, governadores e deputados estaduais, federais e distritais.
Caso nenhum candidato consiga mais da metade dos votos válidos — excluindo votos brancos e nulos — no primeiro turno, o segundo turno poderá ser realizado no dia 25 de outubro, especificamente para os cargos de presidente e governador. Este panorama foi divulgado em 5 de abril de 2026.
Autor(a):
Lucas Almeida é o alívio cômico do jornal, transformando o cotidiano em crônicas hilárias e cheias de ironia. Com uma vasta experiência em stand-up comedy e redação humorística, ele garante boas risadas em meio às notícias.
