Polícia usa gás lacrimogêneo contra protesto pró-Irã em Bagdá

Manifestantes se reuniram em frente ao complexo diplomático da Zona Verde após a morte de Ali Khamenei

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Foto: Reprodução

Conflito no Oriente Médio: protestos e retaliações

A polícia utilizou gás lacrimogêneo para dispersar centenas de manifestantes pró-Irã que se reuniram em frente ao complexo diplomático da Zona Verde, em Bagdá, na noite de domingo (1º de março). Os manifestantes, que carregavam bandeiras iranianas, correram pelas ruas enquanto explosões eram ouvidas nas proximidades.

Os vizinhos do Irã, como Paquistão e Iraque, possuem as maiores populações muçulmanas xiitas do mundo, logo após o Irã. Esses países têm sido palco de intensas agitações, especialmente em resposta aos ataques realizados pelos EUA e Israel. No domingo, Israel intensificou sua ofensiva contra Teerã, que retaliou com bombardeios de mísseis, um dia após a morte do Líder Supremo Ali Khamenei, gerando incertezas na região e na economia global.

Impactos econômicos e geopolíticos

Os ataques dos EUA e de Israel, seguidos pela retaliação iraniana, provocaram repercussões em diversos setores, incluindo transporte marítimo, aéreo e petróleo. Há preocupações crescentes sobre o aumento dos custos de energia e possíveis interrupções comerciais no Golfo, uma área estratégica para o comércio global.

No sábado (28), os Estados Unidos e Israel iniciaram uma nova ofensiva, em meio a crescentes tensões relacionadas ao programa nuclear iraniano. O regime dos aiatolás, por sua vez, retaliou com ataques contra países como Emirados Árabes Unidos, Catar, Bahrein, Kuwait, Jordânia e Iraque.

Reações e ameaças

Após a morte de Khamenei, o presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, declarou que o Irã considera suas ações como uma resposta legítima. Em contrapartida, o presidente dos EUA, Donald Trump, ameaçou o Irã em relação a possíveis retaliações. As hostilidades entre as partes continuam, com Trump afirmando que as operações militares se manterão “ininterruptas durante toda a semana ou pelo tempo necessário para alcançarmos nosso objetivo de paz no Oriente Médio e no mundo”.

Atualização em 30/10/2026: o texto foi corrigido.

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