Polícia prende motorista suspeito de latrocínio de turista mexicano no Rio
Suspeito confessou participação e disse receber R 500 por ação criminosa; polícia busca outros dois foragidos.
A Polícia Civil do Rio de Janeiro prendeu, na última terça – feira (29), um homem suspeito de participação no latrocínio do turista mexicano Carlos Hernandez Ortiz. O crime ocorreu na região da Pedra do Sal, na Zona Portuária do Rio. A corporação afirma que o investigado integrava um grupo criminoso que abordava vítimas na área.
Agentes da Delegacia de Homicídios da Capital (DHC) realizaram a prisão em flagrante. O homem agora responde por latrocínio, e a polícia representou pela conversão da prisão em preventiva. As investigações seguem para localizar e prender os outros envolvidos no caso.
Detalhes da ação criminosa
Na madrugada da última terça – feira (29), o suspeito, que atuava como motorista do grupo, buscou outros dois integrantes e os levou até as proximidades da Praça Mauá. Por volta das 2h da manhã, os comparsas desembarcaram do veículo e abordaram três pessoas.
Durante o depoimento, o homem preso relatou aos policiais como o grupo agia. Segundo ele, os integrantes costumavam se aproximar das vítimas, as abraçavam e, em seguida, anunciavam o assalto. A abordagem era feita de forma rápida para surpreender as pessoas na região portuária.
Após o crime, uma das vítimas pulou sobre o capô do veículo utilizado pelo grupo. Foi quando um dos integrantes ordenou que o motorista acelerasse. O movimento fez com que a vítima caísse e morresse no local. O homem preso confessou ter participado do crime e ainda destacou já ter atuado em outras cinco ou seis ações semelhantes.
Fuga e confissão
Ainda na madrugada, por volta das 5h, os três suspeitos foram abordados por agentes da Polícia Federal. O motorista foi preso, mas os outros dois envolvidos conseguiram fugir a pé e seguem foragidos. A polícia trabalha agora para localizar os comparsas.
Em depoimento, o investigado revelou detalhes da atuação do grupo. Ele disse que recebia cerca de R 500 por cada ação criminosa. O homem também explicou aos policiais que, por dia, o grupo conseguia furtar até nove celulares durante as abordagens na região da Zona Portuária.
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A Polícia Civil do Rio de Janeiro segue com as investigações para prender os outros dois integrantes do grupo que fugiram. A corporação não descarta a possibilidade de novas prisões nos próximos dias.