Polícia Federal investiga fraudes contábeis na Americanas SA
Polícia Federal intensifica investigação sobre fraudes contábeis que podem envolver executivos de grandes bancos brasileiros.
A Polícia Federal deflagrou nesta quinta – feira (25/jun/2026) uma nova fase na investigação das fraudes contábeis envolvendo a Americanas SA., emitindo nove mandados de busca e apreensão.
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Os alvos da operação não foram apenas acionistas, mas executivos ligados grandes instituições financeiras como Itaú Unibanco, Santander e Bradesco. A ação visa apurar desfalques estimados em R 54 bilhões no grupo empresarial.
Alvo são sócios e diretores do setor
Entre os investigados estão nomes importantes: Carlos Alberto da Veiga Sucupira e Paulo Alberto Lemann, que figuram entre os acionistas da Americanas; além de Eduardo Saggioro Garcia, apontado por ter atuado junto aos sócios.
A investigação também mira José de Castro Araújo Rudge Júnior e Gustavo Balassiano, executivos ligados ao Itaú Unibanco. Outros alvos incluem André Juaçaba de Almeida e Alexandre Lian Abdo, ambos vinculados ao Santander, assim como o profissional ligado ao Bradesco, Carlos Henrique Villela Pedras.
Detalhes dos mandados na Justiça do Rio
Os pedidos foram expedidos pela 10ª Vara Federal Criminal no Rio de Janeiro (RJ). Além da busca pelos investigados em seus locais de trabalho ou residência, a justiça determinou ainda o sequestro imediato de bens e valores pertencentes aos nomes envolvidos nas apurações.
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Segundo os desdobramentos das investigação policiales, suspeita – se que esses indivíduos tivessem conhecimento sobre supostas fraudes contábeis. Tais irregularidades estariam relacionadas tanto à operação de risco sacado quanto ao uso indevido de contratos com verba para propaganda cooperada — práticas contabilizadas sem lastre econômico real.
Alegações criminais no grupo Americanas
As autoridades apontam indícios fortes dos crimes de manipulação do mercado financeiro e associação criminosa em relação às movimentações da empresa nos últimos anos. A Polícia Federal busca entender a extensão dessas atividades fraudulentas na companhia brasileira.
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Repercussão das instituições envolvidas
O Itaú Unibanco, por meio de nota oficial divulgada à imprensa (e ao Poder360), esclareceu que o executivo Gustavo Balassiano deixou as fileiras bancárias ainda em 2020. Segundo ele, contudo, colabora com os desdobramentos sobre o caso desde 2023.
“Os registros apresentados perante a Justiça deixam claro que foi recusado pelo próprio Itaú qualquer pedido da antiga gestão Americanas para alterar cartas referentes às circularizações dos balanços”, afirmou o banco na declaração feita pela instituição financeira.
Defesa e posicionamento das partes
Por outro lado, Carlos Alberto da Veiga Sucupira e Paulo Alberto Lemann divulgaram uma nota afirmando ter sido surpreendidos pelos mandados. Os dois sócios também garantiram estar colaborando com as investigações há vários anos de forma voluntária em relação ao caso aberto contra a empresa.
“Tanto nós quanto todo Conselho de Administração fomos enganados pelo antigo corpo diretivo do grupo Americanas,” declararam os acionistas nos autos dos fatos. O Santander manteve seu papel na apuração: “Estamos junto às partes prejudicadas no esclarecimento das fraudes que envolvem o Grupo Americanas“, informou, reforçando sua cooperação contínua com todas as autoridades competentes neste processo judicial complexo.