Polícia Federal investiga desvios de R$ 107 milhões em instituto previdenciário de Cajamar
Polícia Federal investiga desvios de R$ 107 milhões em Cajamar! Operação apura irregularidades no IPSSC e investimentos de alto risco nos bancos Master e
Polícia Federal Investiga Desvios em Instituto Previdenciário de Cajamar
A Polícia Federal realizou nesta quinta-feira, 13 de maio de 2026, uma operação para investigar suspeitas de irregularidades na gestão do Instituto de Previdência Social dos Servidores de Cajamar, uma cidade localizada na região da Grande São Paulo.
A investigação se concentra em movimentações financeiras que envolveram cerca de R$ 107 milhões do fundo de aposentadoria dos servidores municipais, movimentados entre 2023 e 2024.
Investimentos de Alto Risco
De acordo com informações da Polícia Federal, os recursos foram aplicados em investimentos de alto risco, ligados principalmente aos bancos Master e Daycoval. Aproximadamente R$ 87 milhões foram direcionados para Letras Financeiras vinculadas à instituição, enquanto outros R$ 20 milhões foram investidos diretamente no Banco Daycoval.
A suspeita central da investigação é que essas operações foram realizadas sem a devida análise técnica e com uma exposição excessiva do patrimônio previdenciário a ativos considerados de alto risco.
Foco nos Gestores
A investigação se concentra nos gestores do instituto previdenciário responsáveis pelas decisões de investimento. A PF apura possíveis casos de gestão temerária, falhas de governança, deficiência na avaliação de riscos e eventual direcionamento das aplicações financeiras, com foco nos bancos Master e Daycoval.
A operação também buscou identificar se houve favorecimento indevido a essas instituições.
Contexto Político e Respostas
Os investimentos investigados ocorreram entre outubro de 2023 e março de 2024, período em que Cajamar era administrada pelo então prefeito, que atualmente ocupa o cargo de vice-presidente estadual do partido em São Paulo e é pré-candidato a deputado estadual.
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Ele não é alvo direto da operação. O Instituto de Previdência Social dos Servidores de Cajamar (IPSSC) preferiu não se pronunciar sobre a investigação. A Prefeitura de Cajamar ressaltou a autonomia administrativa do instituto, afirmando que as aplicações seguiam as normas legais e critérios técnicos exigidos.
A administração municipal também declarou que não há confirmação de prejuízo aos pagamentos de aposentadorias e pensões dos servidores, e que acompanha o caso com transparência e responsabilidade, colaborando com as autoridades.
Dificuldade em Obter Comentário
O Poder360 tentou contato com o ex-prefeito Danilo Joan para obter sua versão sobre o caso, mas até o momento da publicação desta reportagem, não obteve resposta. A reportagem permanecerá atualizada caso uma declaração seja enviada a este jornal digital.