Polícia Federal e PGR devem decidir sobre acordo de colaboração de ex-banqueiro nesta semana
A Polícia Federal e a Procuradoria-Geral da República avaliam proposta de colaboração premiada de Vorcaro; novos detalhes podem mudar o rumo das investigações
Decisão sobre Acordo de Colaboração Premiada
A Polícia Federal (PF) e a Procuradoria-Geral da República (PGR) devem tomar uma decisão nesta semana sobre a continuidade das negociações para um acordo de colaboração premiada com o empresário, ex-controlador do Banco Master. A nova proposta apresentada pela defesa do ex-banqueiro está sendo analisada por investigadores e membros da PGR, que avaliam se o material contém elementos suficientes para justificar o avanço das tratativas.
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Segundo informações da CNN Brasil, a expectativa entre pessoas próximas a Vorcaro é de que a versão reformulada traga novos elementos. Delegados envolvidos na investigação indicam que o documento passou a incluir detalhes adicionais. O material também aprofunda relatos sobre a relação do empresário com autoridades dos Três Poderes e lideranças políticas.
Apesar das melhorias, investigadores afirmam que o material ainda precisa passar por uma análise detalhada para verificar a existência de provas que sustentem os relatos apresentados e para identificar possíveis omissões. Essa preocupação surge em razão da primeira proposta apresentada por Vorcaro, que foi rejeitada pela PF e criticada pela PGR por não conter informações relevantes para o avanço das investigações.
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Na avaliação dos investigadores, a colaboração deve apresentar fatos inéditos que ampliem o que já foi apurado nas investigações e na análise dos celulares apreendidos com o empresário. Outro aspecto considerado importante é a disposição de Vorcaro em devolver recursos.
Integrantes da investigação acreditam que um eventual acordo de colaboração terá dificuldades para avançar sem o compromisso de ressarcimento de valores significativos.
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Se a PF e a PGR concluírem que há elementos suficientes para prosseguir com as negociações, Vorcaro poderá ser convocado para prestar novos depoimentos, esclarecer pontos da proposta e apresentar documentos que comprovem as informações fornecidas.
Mesmo que haja consenso entre investigadores e procuradores, um eventual acordo ainda precisará ser homologado pelo ministro André Mendonça, do STF, que é o relator das investigações relacionadas ao Banco Master na Corte.