Polícia Federa Arrests em Jogo do Bicho no Rio

Polícia Federal prende esquema envolvendo jogo do bicho com ramificações no Executivo e Legislativo fluminenses; R 22 mi são apreendidas.

02/07/2026 10:26

3 min

Marcio Poncio é pastor, empresário e suplente de deputado federal (Pros-RJ)
Marcio Poncio é pastor, empresário e suplente de deputado federa...

A Polícia Federal deflagrou na manhã desta quinta – feira (2) mais uma fase da Operação Unha e Carne para investigar possíveis esquemas de lavagem de dinheiro que envolvem a cúpula do jogo do bicho no Rio de Janeiro.

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Segundo informações divulgadas pela PF, o esquema possui ramificações com integrantes dos Poderes Executivo e Legislativo fluminenses. A ação ocorre em cumprimento à determinação judicial de apurar “a atuação dos principais grupos criminosos violentos em atividade no estado e suas conexões com agentes públicos”.

Prisões preventivas miram figuras ligadas ao crime organizado

Nesta quinta – feira (2), os policiais federais cumpriram três mandados de prisão preventiva contra investigados ligados a essas atividades ilícitas na capital carioca. Dois desses alvos já estavam detidos: um ex – presidente da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) — cujo nome não foi especificado —, além de Adilson Oliveira Coutinho Filho, conhecido como Adilsinho.

Adilson é apontado pela investigação por fazer parte dessa nova cúpula criminosa que opera o jogo do bicho e também está ligado à produção ou distribuição ilegal de cigarros no estado. O terceiro alvo preso nesta etapa policial é o pastor Márcio Pôncio.

Escopo das buscas: bloqueios milionários em endereços

Além das prisões preventivas que ocorreram durante esta quinta – feira (2), os agentes federais também cumpriram 14 mandados de busca e apreensão. As diligências foram realizadas tanto no Rio de Janeiro quanto na cidade vizinha São João de Meriti, localizada na Baixada Fluminense.

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O Supremo Tribunal Federal determinou ainda o imediato bloqueio de bens e valores dos investigados, totalizando a quantia de R 22 milhões para auxiliar nas apurações financeiras do caso.

Como se desenrolaram as suspeitas

A nova fase da Operação Unha e Carne foi desencadeada após um detalhe encontrado pelos investigadores: registros atribuídos ao contraventor Adilsinho que continham menções sobre supostos pagamentos indevidos. Estes documentos levantaram indícios fortes de lavagem de dinheiro no esquema criminoso em questão.

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Em função disso, segundo relato da Polícia Federal, o trabalho das autoridades continua focado na identificação precisa dos fluxos financeiros envolvidos até agora. O objetivo é também apurar a participação exata tanto dos possíveis beneficiários quanto daqueles intermediadores ou operadores do sistema ilegal financeiro.

Histórico e conexões com outros grupos

O investigado adilson Oliveira Coutinho Filho já está sob suspeita desde as primeiras fases desta operação Unha e Carne, que foi deflagrada ainda em dezembro de 2025. Ele era acusado por repassar informações sigilosas obtidas durante uma Operação Zargun ao próprio ex – deputado TH Joias, articulador político conhecido pelo vínculo com o Comando Vermelho.

Em etapas subsequentes da investigação, a Polícia Federal prendeu também um desembargador federal chamado Macário Ramos Júdice Neto; ele é apontado como alguém responsável por fornecer essas mesmas informações confidenciais para Bacellar. A polícia afirmou ter reunido mensagens trocadas, registros telefônicos e outros elementos concretos sobre essa proximidade entre os dois indivíduos no passado recente do caso.

O contexto judicial mais amplo

Vale lembrar que em março deste ano (de 2026), durante uma terceira fase de apuração na mesma operação, foi necessário prender novamente o indivíduo conhecido pelo nome civil “Bacellar”. Essa prisão ocorreu após a cassação formal do mandato dele perante o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) — referente ao processo Ceperj —, além da denúncia oferecida pela Procuradoria – Geral da República.

Por conta disso, as investigações passaram também por tramitar dentro dos autos processuais referentes à ADPF 635.

Autor(a):

Lucas Almeida é o alívio cômico do jornal, transformando o cotidiano em crônicas hilárias e cheias de ironia. Com uma vasta experiência em stand-up comedy e redação humorística, ele garante boas risadas em meio às notícias.

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