Polícia Civil do Rio Grande do Sul realiza operação contra fraudes eletrônicas em larga escala
Operação da Polícia Civil no Rio Grande do Sul Combate Fraudes Eletrônicas
A Polícia Civil do Rio Grande do Sul deflagrou, na manhã desta quarta-feira (12), uma operação contra um grupo criminoso que se especializou em fraudes eletrônicas em larga escala, utilizando páginas falsas do Governo Federal. Estão sendo cumpridos nove mandados de busca e apreensão, além de ordens de bloqueio de contas bancárias e indisponibilidade de bens em Minas Gerais e São Paulo.
Segundo a corporação, os suspeitos empregavam técnicas de engenharia social para aplicar golpes que afetaram vítimas em todo o Brasil. A fraude era realizada por meio de uma estrutura criminosa sofisticada, enganando milhares de pessoas com a promessa de uma falsa indenização governamental.
Estratégias de Engano e Uso de Deepfakes
O golpe iniciava com anúncios patrocinados nas redes sociais, provenientes de um sistema de tráfego pago. As propagandas prometiam indenizações de quase R$ 6 mil devido a um suposto vazamento de dados. Figuras públicas, como o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o jornalista William Bonner, eram manipuladas por meio de “deepfakes”, vídeos alterados com inteligência artificial, para dar credibilidade às fraudes.
Esses vídeos eram exibidos em sites falsos que simulavam com precisão o portal oficial do Governo Federal. Após acessar a página, as vítimas eram informadas de que precisavam pagar uma pequena taxa para liberar o valor prometido. O pagamento era feito via PIX para um gateway de pagamentos controlado pelo grupo criminoso.
Movimentação Financeira e Identificação dos Suspeitos
Os valores recebidos pelo gateway eram transferidos para contas de um indivíduo em São Paulo. A investigação revelou que o grupo utilizava serviços de proxy e VPN para garantir o anonimato e dificultar o rastreamento. O operador técnico do esquema era um jovem de 25 anos, também de Conselheiro Lafaiete (MG).
A apuração da polícia teve um avanço significativo ao descobrir o fluxo financeiro do golpe, permitindo rastrear o dinheiro desde o pagamento da vítima até a conta do “laranja” em São Paulo. O prejuízo estimado ultrapassa R$ 1,3 milhão, com um foco especial em vítimas idosas, incluindo pessoas com mais de 80 anos, consideradas hipervulneráveis.
Operação “Plano de Contingência”
A operação realizada nesta manhã foi nomeada “Plano de Contingência”, em referência ao modelo de negócio dos principais investigados, que possuem empresas que vendem contas de anúncios e perfis de redes sociais “aquecidos” e verificados. Esses perfis são utilizados em fraudes, um serviço conhecido no meio cibercriminoso.
Cerca de 50 policiais civis do Rio Grande do Sul, Minas Gerais e São Paulo participaram da ação, cujo objetivo é apreender dispositivos eletrônicos, veículos de luxo adquiridos com o dinheiro do crime e outros elementos de prova, além de bloquear valores para um futuro ressarcimento às vítimas.
Editoria:
Redação Clique Fatos
A Redação Clique Fatos assina a cobertura geral do portal. As matérias são produzidas com apoio de inteligência artificial a partir de fontes identificadas (órgãos oficiais, agências e veículos de imprensa) e passam por checagens automáticas antes de publicar. Encontrou um erro? Escreva para conteudo@cliquefatos.com.br.