Polícia Civil do Rio Grande do Sul prende quatro em operação contra esquema de “falso boleto”

A operação da Polícia Civil do Rio Grande do Sul desmantela um esquema de “falso boleto” que causou prejuízos superiores a R$ 52 mil a clientes de bancos

16/06/2026 08:26

2 min

Polícia Civil do Rio Grande do Sul prende quatro em operação contra esquema de “falso boleto”
(Imagem de reprodução da internet).

Polícia Civil do Rio Grande do Sul realiza operação contra esquema de “falso boleto

A Polícia Civil do Rio Grande do Sul deflagrou, nesta terça-feira (16), uma operação visando um esquema de “falso boleto” que afeta clientes de diversas instituições financeiras. Durante a ação, quatro pessoas foram presas em São Paulo por envolvimento no crime.

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Conduzida pela DPRCPE/DERCC (Delegacia de Repressão aos Crimes Patrimoniais Eletrônicos), a operação cumpriu mandados de busca e apreensão, além de prisões preventivas contra o grupo, investigado por fraude eletrônica, falsificação de documento particular, falsa identidade e associação criminosa.

Foram apreendidos mais de 15 telefones celulares e diversos aparelhos eletrônicos utilizados no golpe.

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Início das investigações e modus operandi

As investigações começaram após o registro de um boletim de ocorrência que denunciou o pagamento de mais de R$ 52 mil em dois boletos falsos, supostamente enviados por uma mulher que se identificou como funcionária de um banco através de um aplicativo de mensagens.

Os boletos apresentavam o CNPJ da mulher como suposto beneficiário final, mas os valores eram direcionados a uma conta bancária controlada pela associação criminosa.

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O golpe, estruturado em quatro etapas, incluía a captação de vítimas através da plataforma Reclame Aqui, onde os investigados buscavam clientes com dificuldades para obter boletos de quitação antecipada de empréstimos. As vítimas eram abordadas por números registrados em nome de terceiros, enquanto os operadores se passavam por representantes das instituições financeiras.

Boletos legítimos eram alterados para substituir os dados do beneficiário, e os valores pagos eram depositados na conta do integrante responsável pela movimentação financeira do grupo.

Identificação dos suspeitos e suas funções

A investigação revelou que o grupo era composto por quatro integrantes com funções específicas. O principal suspeito, um homem de 35 anos, atuava como operador central da fraude, tendo acesso ao sistema interno de uma das financeiras alvo. Ele monitorava reclamações na plataforma Reclame Aqui em busca de potenciais vítimas e possui antecedentes por estelionato eletrônico.

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Sua companheira, de 28 anos, foi identificada como coautora do esquema, enquanto uma terceira investigada, de 33 anos, gerava os boletos originais para as falsificações. O quarto integrante, um homem de 30 anos, atuava como elo entre os núcleos operacional e financeiro, coordenando a emissão dos boletos fraudulentos.

Este último também possui antecedentes por furto qualificado e estelionato.

Gabriel é economista e jornalista, trazendo análises claras sobre mercados financeiros, empreendedorismo e políticas econômicas. Sua habilidade de prever tendências e explicar dados complexos o torna referência para quem busca entender o mundo dos negócios.

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