PF prende ex-deputado Zé Carlos em operação sobre desvios em prefeituras do RS

A Polícia Federal prendeu o ex – deputado federal Zé Carlos na manhã desta quinta – feira (20) durante uma operação que apura desvios de recursos das áreas de saúde e educação em 12 prefeituras do Rio Grande do Sul. A ação, deflagrada em conjunto com a Controladoria – Geral da União (CGU), cumpre mandados de prisão temporária, busca e apreensão e sequestro de bens em cidades gaúchas e também em Brasília.
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Segundo a PF, as investigações apontam que o esquema envolvia fraudes em licitações e contratos superfaturados, com indícios de que o ex – parlamentar atuava como lobista junto aos municípios para direcionar recursos federais. Os crimes investigados são de organização criminosa, peculato, corrupção ativa e passiva, além de lavagem de dinheiro.
Fraudes em licitações e contratos superfaturados
As apurações tiveram início em 2023, a partir de uma auditoria da CGU que identificou irregularidades na aplicação de verbas federais destinadas a programas de saúde básica e merenda escolar. Os auditores encontraram indícios de que empresas fantasmas venciam licitações em diferentes prefeituras, sempre com a intermediação de pessoas ligadas ao ex – deputado.
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Os valores desviados, de acordo com a PF, ultrapassam R 15 milhões. O dinheiro era repassado por meio de contratos fictícios de prestação de serviços e compra de insumos, que nunca foram entregues. Parte dos recursos, conforme a investigação, abastecia contas de laranjas e era sacada em espécie para pagamento de propinas a agentes públicos.
Os mandados foram expedidos pela 1ª Vara Federal de Passo Fundo, cidade que também está entre os municípios alvo da operação. Ao todo, são 14 mandados de busca e apreensão e 4 de prisão temporária, além do bloqueio de bens e valores dos investigados.
Repercussão e próximos passos
A defesa do ex – deputado Zé Carlos ainda não se manifestou sobre a prisão. Já a PF informou que as investigações continuam e que novas fases não estão descartadas.
O ex – deputado, que exerceu mandato entre 2011 e 2019, já havia sido alvo de outras investigações por suspeita de irregularidades em contratos públicos. Agora, ele deve ser transferido para um presídio federal, onde aguardará a decisão da Justiça sobre a conversão da prisão temporária em preventiva.
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A operação desta quinta – feira foi batizada de “Mãos ao Alto” e contou com a participação de 80 policiais federais. O nome faz referência a uma frase dita pelo ex – deputado em um áudio interceptado durante a investigação, no qual ele orientava um prefeito a “levantar as mãos” para não ser preso.
Autor(a):
Marcos Oliveira
Marcos Oliveira é um veterano na cobertura política, com mais de 15 anos de atuação em veículos renomados. Formado pela Universidade de Brasília, ele se especializou em análise política e jornalismo investigativo. Marcos é reconhecido por suas reportagens incisivas e comprometidas com a verdade.



