PF faz operação em missão de Belarus na ONU por suspeita de crime de diplomata
PF investiga possíveis crimes de diplomata bielorrusso em Brasília com ação na sede da ONU em Genebra.
A missão de Belarus junto à ONU (Organização das Nações Unidas) em Genebra, na Suíça, foi alvo de uma operação policial na manhã desta terça – feira (4). A Polícia Federal deflagrou uma ação para cumprir mandados de busca e apreensão relacionados a uma investigação sobre possíveis crimes cometidos por um diplomata do país no Brasil.
De acordo com a corporação, a operação ocorre na região da capital federal. Ainda não há detalhes sobre o que foi apreendido ou se houve prisões no local. A missão de Belarus, que fica na sede da ONU em Genebra, não respondeu de imediato a um pedido de comentário.
O que se sabe sobre a investigação
A Polícia Federal não divulgou o nome do diplomata investigado nem a natureza exata das acusações. O caso corre em sigilo, o que impede a divulgação de mais informações por enquanto. A operação desta terça – feira (4) é mais um desdobramento de um inquérito que já vinha sendo conduzido pela corporação.
Diplomatas estrangeiros no Brasil contam com imunidade diplomática, o que pode complicar o andamento do caso. A Convenção de Viena, da qual o Brasil é signatário, prevê que agentes diplomáticos não podem ser detidos ou processados no país anfitrião, mas abre exceções em situações específicas.
Procurada, a missão de Belarus em Genebra não se manifestou até a publicação desta matéria. O Itamaraty, por sua vez, não comentou o caso. A Polícia Federal deve divulgar um balanço oficial da operação nas próximas horas.
Repercussão e próximos passos
A ação desta manhã ocorre em um momento de atenção redobrada para as relações diplomáticas entre Brasil e Belarus. O país do leste europeu, aliado da Rússia, tem presença discreta no Brasil, mas mantém representação oficial em Brasília.
Enquanto a investigação segue em sigilo, a expectativa é que a Polícia Federal apresente um relatório detalhado sobre o caso à Justiça. A partir daí, caberá ao Judiciário decidir os próximos passos, que podem incluir desde o arquivamento até medidas mais severas, dependendo do que for encontrado nas buscas.
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Até o momento, não há informações sobre a identidade do diplomata ou sobre o cargo que ele ocupa na representação belarussa. A operação desta terça – feira (4) segue em andamento.