PF e Grupo de Henrique Moura Vorcaro Ligados em Operação Compliance Zero
PF e grupo de Henrique Moura Vorcaro ligados! Operação Compliance Zero expõe crimes e conexões chocantes. Ministro Mendonça autoriza 6ª fase. Acesso ilegal a
Operação Compliance Zero Revela Conexões entre Polícia Federal e Grupo Ligado a Henrique Moura Vorcaro
Uma investigação complexa, autorizada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal, André Mendonça, impulsionou a 6ª fase da operação Compliance Zero nesta quinta-feira (14.mai.2026). A operação, que visa desmantelar uma estrutura suspeita de proteger interesses relacionados ao caso do Banco Master, revelou o uso indevido de sistemas internos da Polícia Federal por integrantes da organização investigada.
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A decisão do ministro está disponível para consulta em formato PDF (408 kB).
Investigação Aponta Acesso Ilegal a Dados Sigilosos
A investigação aponta que policiais federais, tanto na ativa quanto aposentados, teriam acessado ilegalmente bancos de dados internos da PF e compartilhado informações confidenciais com membros do grupo ligado a Henrique Moura Vorcaro, fundador do Banco Master.
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A organização investigada possuía um braço dedicado à obtenção de dados sigilosos e acessos indevidos a sistemas governamentais, com o núcleo sendo liderado pelo grupo conhecido como “A Turma”, considerado pela Polícia Federal como responsável por ameaças, monitoramento clandestino e intimidações presenciais.
Investigados e Acusações
Entre os investigados está o agente da PF Anderson Wander da Silva Lima, suspeito de realizar consultas indevidas em sistemas internos da corporação e repassar informações reservadas ao grupo. Segundo a PF, ele atuava como “longa manus” do policial aposentado Marilson Roseno da Silva.
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A investigação também envolve a delegada Valéria Vieira Pereira da Silva e o agente aposentado Francisco José Pereira da Silva, ambos acusados de repassar informações sigilosas obtidas através do sistema e-Pol. A PF solicitou a prisão preventiva de sete indivíduos, incluindo Henrique Moura Vorcaro, pai de Daniel Vorcaro, considerado o “demandante, beneficiário e operador financeiro” do grupo.
Operação e Estrutura Criminal
A operação Compliance Zero, que se estende a outros investigados identificados como integrantes dos grupos “A Turma” e “Os Meninos” (especializados em ataques cibernéticos e invasões telemáticas), apura suspeitas de organização criminosa, corrupção, ameaça, lavagem de dinheiro, invasão de dispositivos informáticos e violação de sigilo funcional.
A estrutura investigada utilizava policiais e operadores ligados ao grupo para monitorar adversários, acessar informações reservadas e antecipar movimentações investigativas. A operação busca desmantelar uma suposta estrutura paralela montada para proteger interesses ligados ao caso Banco Master.
Divisão da Organização Suspeita
Segundo a PF, a organização investigada seria dividida em dois braços principais: “A Turma”, com foco em ameaças presenciais, intimidação, monitoramento de alvos e obtenção ilegal de informações sigilosas; e “Os Meninos”, grupo especializado em ataques cibernéticos, derrubada de perfis, invasões telemáticas e monitoramento digital clandestino.
A investigação revela que os grupos atuavam de forma coordenada, utilizando policiais federais da ativa e aposentados, operadores do jogo do bicho, hackers e empresas para movimentação financeira e ocultação de pagamentos. A defesa da família Vorcaro informou que não se manifestará sobre a operação.