Petróleo sobe 6,6% e gás dispara na Europa após ataques no Golfo

O Brent fechou a US$ 114,53; Ras Laffan, no Catar, teve a produção paralisada.

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Foto: Reprodução
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Petróleo e gás natural disparam

O petróleo tipo Brent subiu 6,6% nesta quinta-feira (19) e fechou a US$ 114,53 nos contratos futuros. Paralelamente, o preço do gás natural apresentou uma escalada significativa nos mercados europeus, subindo 35% nas primeiras horas do dia.

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Essa valorização se deve, em grande parte, aos recentes ataques a refinarias na Arábia Saudita, que resultaram em uma redução estimada de 10% na oferta global da commodity.

Crise no GNL e impacto na Europa

A situação se agravou ainda mais com os danos ao complexo de Ras Laffan, no Catar, principal centro de exportação de Gás Natural Liquefeito (GNL) do mundo. A paralisação da unidade obriga a Europa a buscar alternativas de fornecimento em um mercado já saturado, elevando os custos de energia para a indústria e para o consumo doméstico.

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O preço do gás natural chegou a 74 euros por MWh (megawatt-hora) no TTF (Title Transfer Facility), principal referência do continente.

Preocupações no Brasil e medidas do governo

O governo brasileiro acompanha de perto o impacto da alta dos combustíveis nos preços, especialmente no Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). A Petrobras ainda não anunciou reajustes nas refinarias, mas o mercado financeiro antecipa uma valorização do dólar como proteção contra a volatilidade, o que encarecerá a importação de derivados.

Diante desse cenário, o governo federal está considerando medidas para mitigar os efeitos, como a proposta de isenção do ICMS sobre o diesel importado para os estados com menor arrecadação, um esforço que envolveria uma renúncia de R$ 3 bilhões mensais, com contribuições de estados e União.

Decisões e perspectivas

A decisão sobre a adesão dos estados à proposta estava prevista para a reunião do Confaz (Conselho Nacional de Política Fazendária) de 27 de março. O Banco Central reduziu a Selic de 15% para 14,75% ao ano na quarta-feira (18), no primeiro corte em quase dois anos, em meio à incerteza trazida pelo conflito no Irã.

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A atenção global permanece focada na situação no Irã e no G7, enquanto a economia global enfrenta o risco de estagnação devido ao aumento dos custos de produção, impulsionado pelo elevado preço do petróleo e do gás.

Atualização em 30/10/2026: o texto foi corrigido.

A Redação Brasil reúne a cobertura do Clique Fatos sobre o noticiário das cidades e dos estados brasileiros. As matérias são produzidas com apoio de inteligência artificial a partir de agências e veículos citados no texto. Encontrou um erro? Escreva para [email protected].

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