Irã condiciona reabertura do Estreito de Ormuz a compensações e fim de sanções dos EUA

O Irã anunciou que está próximo de finalizar um acordo com Omã para estabelecer novas rotas de navegação no Estreito de Ormuz. No entanto, o país ressaltou que os Estados Unidos devem atender a certas condições antes da reabertura dessa via estratégica, incluindo pagamentos de compensações e o fim das sanções e ameaças militares.
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Em declaração à Reuters na sexta – feira (7), um funcionário americano confirmou que Irã e Omã estavam avançando rumo a um entendimento que poderia garantir a passagem segura pelo estreito.
O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, afirmou no domingo (9) que as negociações estão em “estágios finais”. Contudo, ele enfatizou que Teerã não permitirá a reabertura da passagem sem que Washington atenda às exigências iranianas.
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Segundo a agência de notícias Mehr, o acordo delinearia as novas rotas marítimas a serem utilizadas após o cumprimento das condições por parte dos EUA.
Condições para reabertura do estreito
Araghchi destacou que a reabertura do Estreito de Ormuz está condicionada ao pagamento de compensações pelos danos causados por ataques contra o Irã. Além disso, o secretário do principal órgão de segurança nacional do Irã, Mohammad Baqer Zolqadr, listou outras exigências: o fim das ameaças americanas ao Irã, a interrupção da agressão contra aliados iranianos como libaneses, palestinos, iemenitas e iraquianos, a retirada do bloqueio naval dos EUA no Golfo e a suspensão das sanções.
A tensão entre Irã e Estados Unidos aumentou nos últimos meses após uma série de ataques aéreos promovidos por Israel e pelos EUA contra alvos iranianos. Trump comentou em entrevista à Axios sobre a postura dos EUA em relação ao Irã: “Estamos apenas negociando parcialmente com eles.
Estamos apenas observando o Irã.”
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Repercussões regionais e ataques recentes
A situação no Estreito de Ormuz se tornou ainda mais crítica com recentes incidentes envolvendo navios. Os Emirados Árabes Unidos relataram que um navio associado à sua empresa estatal de petróleo foi atacado pelo Irã. Este ataque não recebeu uma resposta imediata do governo iraniano, mas é parte de uma série de ações já documentadas pela Guarda Revolucionária contra embarcações que tentavam atravessar o estreito sem autorização.
Os ataques também foram acompanhados por um aumento nas ações dos houthis, aliados do Irã baseados no Iémen. Recentemente, eles declararam um bloqueio naval contra a Arábia Saudita no Mar Vermelho em resposta ao cerco saudita. Riad negou as acusações e reafirmou seu apoio ao governo iemenita reconhecido internacionalmente.
O grupo rebelde claimou ter atacado uma refinaria da Saudi Aramco em Jazan, dois dias após a assinatura de um pacto de defesa entre Arábia Saudita, Turquia e Paquistão.
Impacto dos conflitos na região
Em meio aos conflitos intensificados entre os houthis e as forças governamentais no Iémen, relatos indicam que sete pessoas morreram em um ataque houthi na cidade portuária de Mocha. As forças armadas do Iémen conseguiram interceptar 11 drones durante essa ação.
O clima tenso na região reflete as complexidades das relações internacionais envolvidas nas disputas pela navegação segura e controle territorial.
Autor(a):
Pedro Santana
Ex-jogador de futebol profissional, Pedro Santana trocou os campos pela redação. Hoje, ele escreve análises detalhadas e bastidores de esportes, com um olhar único de quem já viveu o outro lado. Seus textos envolvem os leitores e criam discussões apaixonadas entre fãs.



