Petróleo despenca em meio a dólar forte e incertezas no Oriente Médio nesta sexta-feira

O petróleo fecha em baixa nesta sexta-feira, impactado pela valorização do dólar e tensões no Oriente Médio. Entenda as razões por trás dessa queda!

05/06/2026 17:51

2 min

Petróleo despenca em meio a dólar forte e incertezas no Oriente Médio nesta sexta-feira
(Imagem de reprodução da internet).

Queda nos preços do petróleo nesta sexta-feira

O petróleo encerrou a sessão em baixa nesta sexta-feira (5), influenciado principalmente pela valorização do dólar no mercado internacional e pelo clima de aversão ao risco. Esse cenário se intensificou após a divulgação do payroll dos Estados Unidos, que reforçou as expectativas de um aumento nas taxas de juros pelo Federal Reserve (Fed).

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Apesar disso, as tensões e incertezas no Oriente Médio contribuíram para os ganhos semanais da commodity.

Na New York Mercantile Exchange (Nymex), o petróleo WTI para julho registrou uma queda de 2,69%, ou US$ 2,50, fechando a US$ 90,54. Já o petróleo Brent para agosto, negociado na Intercontinental Exchange de Londres (ICE), teve uma redução de 2,04%, equivalente a US$ 1,94, finalizando a US$ 93,09 por barril.

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Contudo, ao longo da semana, os preços dos barris apresentaram alta de 3,64% e 2,16%, respectivamente.

Impacto do relatório de empregos nos preços do petróleo

Os preços do petróleo já mostravam uma leve queda desde a madrugada, à medida que os investidores avaliavam a possibilidade de que a extensão do cessar-fogo entre Israel e Líbano pudesse ser vista como um sinal de esperança para um acordo de paz entre os EUA e o Irã.

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As perdas se acentuaram após a divulgação do principal relatório de empregos americano, que superou as expectativas, aumentando a percepção de que o Fed deverá elevar as taxas de juros, em vez de reduzi-las, até o final deste ano, conforme apontado pela HFE (High Frequency Economics).

Uma política monetária mais restritiva tende a impactar a atividade econômica e a demanda, enquanto um dólar fortalecido diminui a atratividade das commodities para investidores que utilizam outras moedas. Assim, os investidores do setor de energia parecem ter colocado em segundo plano, neste pregão, as novas ameaças provenientes de Teerã.

Ameaças do Irã e a visão do mercado

O conselheiro militar do líder supremo do Irã, aiatolá Mojtaba Khamenei, Mohsen Rezaei, fez ameaças de expandir a guerra para novas frentes, caso não consiga um acordo com os Estados Unidos. Para Phil Flynn, analista do Price Futures Group, o mercado não está percebendo uma escalada entre as partes, “mesmo que não tenhamos um acordo”.

Autor(a):

Apaixonada por cinema, música e literatura, Júlia Mendes é formada em Jornalismo pela Universidade Federal de São Paulo. Com uma década de experiência, ela já entrevistou artistas de renome e cobriu grandes festivais internacionais. Quando não está escrevendo, Júlia é vista em mostras de cinema ou explorando novas bandas independentes.

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