Petróleo cai com plano do Irã para reabrir Ormuz e aéreas como Ryanair disparam até 5,98%
As bolsas europeias fecharam em alta na maioria dos pregões da segunda-feira, 2, com o petróleo em forte queda. O recuo dos combustíveis veio após a expectativa de um diálogo entre Irã e EUA para encerrar a guerra no Oriente Médio e reabrir o Estreito de Ormuz.
Os investidores também acompanham os comentários de dirigentes do Banco Central Europeu (BCE) sobre o rumo dos juros.
Ibex 35 lidera ganhos e PSI 20 fica no vermelho
Em Londres, o FTSE 100 terminou com ganho de 0,29%, aos 10.761,33 pontos. Em Frankfurt, o DAX avançou 0,64%, para 25.982,87 pontos, enquanto em Paris o CAC 40 subiu 0,98%, a 8.047,69 pontos.
Na Itália, o FTSE MIB ganhou 0,90% e chegou a 49.947,94 pontos. Já em Madri, o Ibex 35 disparou 1,66%, aos 18.963,10 pontos.
Em Lisboa, o PSI 20 foi na direção oposta e recuou 0,26%, para 9.252,46 pontos. As cotações ainda são preliminares.
Irã fala em plano de dois dias para reabrir Ormuz
O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Esmail Baghaei, afirmou na segunda-feira que Teerã tem um plano de dois dias para reabrir o Estreito de Ormuz. Segundo ele, o país também pretende retomar as negociações nucleares com os EUA, desde que Washington atenda às exigências iranianas.
A sinalização reforçou o otimismo com uma possível solução para o conflito e com a normalização do fluxo de petróleo. Com isso, o preço da commodity caiu e os investidores passaram a aceitar mais risco.
As petrolíferas seguiram o movimento de queda. A Total Energies cedeu 2,35%, a Shell caiu 2,87% e a Galp recuou 2,79%. Já as companhias aéreas, que costumam ganhar com combustível mais barato, subiram forte: a Air France-KLM avançou 4,87%, a Lufthansa somou 4% e a Ryanair fechou com alta de 5,98%.
Alstom despenca após cortar projeções
A francesa Alstom foi a maior queda do dia, com tombo de 25,87%. A fabricante de trens reduziu suas projeções por causa de problemas técnicos e de produção em alguns produtos.
Em outra frente, supermercados na Suécia, Bélgica, Luxemburgo e Estônia relataram falhas em sistemas de refrigeração, que aparentemente foram causadas por ataques cibernéticos. O episódio, porém, não afetou o desempenho do varejo europeu.
No BCE, o dirigente Peter Kazimir (Eslováquia) afirmou que a dúvida não é se serão necessárias medidas adicionais, mas sim qual será a magnitude do esforço exigido. Já Gabriel Makhlouf (Irlanda) disse que os políticos franceses precisam “agir e resolver” os problemas que a economia do país enfrenta.
As informações são da Dow Jones Newswires.
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Redação Economia
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