Petição online critica Infantino; ultrapassam 15 mil assinaturas

A pressão pela saída de Gianni Infantino da presidência da Federação Internacional de Futebol tem ganhado força crescente e já atingiu a marca expressiva de 15.800 assinaturas em petições online.
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O movimento “Infantino Out” reúne textos jornalísticos que buscam fundamentar o pedido por uma revisão na gestão do dirigente máximo mundial.
Acusações sobre poder pessoal no comando FIFA
Segundo os organizadores, esta iniciativa é independente — não estando associada a nenhum clube ou organização específica —, mas aponta sérias falhas administrativas desde seu mandato atual.
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Os manifestantes acusam Infantino de ter consolidado um vasto poder próprio dentro da estrutura global e até mesmo reescrever as regras internas para garantir sua permanência. Segundo eles, há priorização constante das amizades políticas em detrimento dos direitos humanos básicos voltados aos jogadores e ao futebol como esporte puro.
Controvérsias envolvendo ativos mundiais do torneio
Um ponto central nas críticas foi o projeto polêmico que visava criar uma empresa comercial destinada a vender 20% dos ativos referentes à Copa do Mundo. O valor estimado dessa venda era altíssimo: US 4,2 bilhões de dólares. A proposta gerou forte resistência por parte da União das Associações Europeias de Futebol (UEFA), chegando até mesmo a ameaçar um boicote às competições globais organizadas pela entidade FIFA.
Diante desse grande desgaste e intensa pressão externa, os planos foram abandonados pelo órgão máximo esportivo mundial. Além disso, em agosto passado, houve ainda relatos sobre sua proximidade com o presidente americano Donald Trump durante eventos importantes relacionados ao futebol no período pré – Copa Mundial de 2026.
Sinais internos de descontentamento na estrutura
O clima interno também mostra sinais claros de tensão política contra Infantino’s gestão. A saída do diretor de operações da Fifa, Kevin Lamour, ocorreu logo após ele criticar abertamente a administração presidencial semanas antes.
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Lamour se manifestou publicamente contrariando planos que envolviam venda desses ativos e afirmou aos colegas funcionários terem sido enganados pelo projeto em questão. Ele sustentou ainda ser um esquema voltado para interesses pessoais exclusivos do mandatário no cargo atualidade.
Pressão das confederações por revisão independentee governança
O descontentamento não vem apenas dos cidadãos ou ex – funcionários; as maiores federações de peso também fazem oposição à reeleição dele. Tanto UEFA, a Confederação Asiática quanto Concacaf solicitaram formalmente uma análise rigorosa sobre sua conduta perante os membros da FIFA e pediram que seja feita uma revisão completamente independente em relação ao seu mandato.
Paralelamente aos protestos internos, ativistas do direito humano Fair Square acionaram diretamente o comitê de governança da Fifa para exigir um parecer especial.
A organização argumenta publicamente que buscar mais mandatos desrespeita frontalmente o limite máximo estabelecido pelo próprio regulamento interno da entidade máxima esportiva mundial na data prevista no ano 2026.
Autor(a):
Marcos Oliveira
Marcos Oliveira é um veterano na cobertura política, com mais de 15 anos de atuação em veículos renomados. Formado pela Universidade de Brasília, ele se especializou em análise política e jornalismo investigativo. Marcos é reconhecido por suas reportagens incisivas e comprometidas com a verdade.



