Péter Magyar sugere prisão de Netanyahu se ele visitar Budapeste; entenda a polêmica!

Péter Magyar alerta que Benjamin Netanyahu pode ser preso se visitar Budapeste, devido a mandado do TPI. Entenda as implicações dessa declaração!

20/04/2026 22:16

3 min

Péter Magyar sugere prisão de Netanyahu se ele visitar Budapeste; entenda a polêmica!
(Imagem de reprodução da internet).

Péter Magyar e a Situação de Netanyahu

O recém-eleito primeiro-ministro da Hungria, Péter Magyar, sugeriu que o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, poderia ser preso caso visitasse Budapeste, em razão de um mandado de prisão emitido pelo Tribunal Penal Internacional (TPI). “Se um país é membro do Tribunal Penal Internacional e uma pessoa com mandado de prisão entra em nosso território, essa pessoa deve ser detida”, declarou Magyar a jornalistas nesta segunda-feira (20), conforme tradução da Reuters.

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Ele também mencionou que havia informado Netanyahu sobre sua intenção de reintegrar a Hungria ao sistema do TPI.

O primeiro-ministro em exercício, Viktor Orbán, havia estabelecido relações próximas com o governo de Netanyahu e havia iniciado o processo para que a Hungria deixasse o TPI antes de receber Netanyahu em Budapeste em 2025. Netanyahu e o ex-ministro da Defesa israelense, Yoav Gallant, enfrentam acusações de supostos crimes de guerra durante o conflito em Gaza, ambos negando as alegações.

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Quem é Péter Magyar

Péter Magyar, cujo sobrenome significa “húngaro”, ganhou notoriedade há dois anos, após sua ex-esposa, Judit Varga, ex-ministra da Justiça de Orbán, renunciar a todos os cargos políticos em meio a um escândalo de perdão em um caso de abuso sexual.

Ele rapidamente se distanciou do partido governista, expressando desilusão com a situação. Apenas quatro meses depois de retornar à cena política com uma entrevista no canal Partizan do YouTube, o novo partido de Magyar conquistou 30% dos votos nas eleições europeias de junho de 2024, ficando em segundo lugar atrás do Fidesz e superando a oposição.

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Diferentemente de Orbán, Magyar se comprometeu a reorientar a Hungria em direção ao Ocidente e a eliminar a dependência da energia russa até 2035, enquanto busca manter “relações pragmáticas” com Moscou. Ele também prometeu desbloquear recursos que poderiam impulsionar a economia estagnada do país.

Contudo, Magyar está adotando uma abordagem cautelosa para não alienar os eleitores mais conservadores, inspirando-se na estratégia de Orbán durante a campanha, com comícios repletos de bandeiras e apelos ao patriotismo.

Vida Pessoal e Recepção da Vitória

Nascido em 1981 em uma família de advogados, Magyar formou-se em Direito e casou-se com Judit Varga em 2006, integrando o corpo diplomático da Hungria em Bruxelas. Após retornar ao país, trabalhou em um banco estatal e, posteriormente, dirigiu uma agência de empréstimos estudantis.

Magyar e Varga se divorciaram em 2023 e têm três filhos. O político se descreve como religioso e aprecia cozinhar e jogar futebol com amigos e filhos.

Após sua vitória, ele saudou milhares de apoiadores na capital Budapeste, agitando uma bandeira húngara ao som de “My Way”, de Frank Sinatra. O líder do Tisza prometeu uma transição pacífica e suave, afirmando que os húngaros votaram “SIM!” pela Europa.

Ana Carolina é engenheira de software e jornalista especializada em tecnologia. Ela traduz conceitos complexos em conteúdos acessíveis e instigantes. Ana também cobre tendências em startups, inteligência artificial e segurança cibernética, unindo seu amor pela escrita e pelo mundo digital.

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