Papa Leão XIV denuncia opressão e exploração em discurso impactante em Angola

Papa Leão XIV critica exploração e opressão em Angola
Durante um evento em Angola nesta segunda-feira (20), o papa Leão XIV expressou sua preocupação com a exploração de pessoas por regimes autoritários e a desinformação promovida pelos ricos. Essa declaração é um exemplo do novo estilo de discurso mais enérgico que ele adotou em sua viagem por quatro países africanos.
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O primeiro papa dos Estados Unidos, durante uma missa em Saurimo, próxima à fronteira com a República Democrática do Congo, ressaltou que a violência e a opressão contrariam a mensagem cristã.
“Toda forma de opressão, violência, exploração e desonestidade nega a ressurreição de Cristo”, afirmou o pontífice, referindo-se à crença central do cristianismo sobre a ressurreição de Jesus após sua crucificação. Sua visita a Angola representa a terceira etapa de uma das viagens mais desafiadoras já realizadas por um papa, com paradas em 11 cidades e vilas em quatro países, totalizando quase 18 mil km em 18 voos.
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Desde que assumiu a liderança da Igreja Católica em maio de 2025, Leão XIV manteve um perfil discreto nos primeiros dez meses de seu papado, mas tem feito denúncias contundentes sobre guerra e desigualdade durante sua turnê pela África. No sábado (18), ele condenou a exploração de recursos naturais no continente por “déspotas e tiranos”.
Na quinta-feira (16), o papa declarou que o mundo estava “sendo devastado por um punhado de tiranos”. Em entrevista no domingo (19), ele revelou que seus discursos durante a viagem foram elaborados semanas antes e que a jornada teve início em 28 de fevereiro.
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Autor(a):
Júlia Mendes
Apaixonada por cinema, música e literatura, Júlia Mendes é formada em Jornalismo pela Universidade Federal de São Paulo. Com uma década de experiência, ela já entrevistou artistas de renome e cobriu grandes festivais internacionais. Quando não está escrevendo, Júlia é vista em mostras de cinema ou explorando novas bandas independentes.



