Pete Hegseth anuncia reavaliação do contingente militar dos EUA na Europa e ameaça restrições à Otan

Pete Hegseth anunciou uma reavaliação do contingente militar dos EUA na Europa, visando pressionar aliados a cumprirem compromissos financeiros com a Otan

19/06/2026 13:14

3 min

Um soldado do Exército dos EUA segura seu fuzil M16 durante os exercícios militares internacionais perto de Hohenfels, Alemanha, em 9 de abril de 2019
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O secretário de Defesa dos Estados Unidos, Pete Hegseth, anunciou nesta quinta-feira, 17 de janeiro de 2026, uma reavaliação significativa do contingente militar americano na Europa. Durante um discurso na sede da Otan em Bruxelas, Hegseth ameaçou restringir parte das contribuições dos EUA à aliança atlântica, caso os países aliados que se beneficiam da organização não cumpram seus compromissos financeiros com a defesa.

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Revisão Estratégica nas Forças Americanas

De acordo com Hegseth, essa revisão terá um prazo de até seis meses e envolverá diálogos com o Congresso americano, que já estabeleceu um limite para o número de tropas em solo europeu por meio de legislação anterior. Embora o secretário não tenha afirmado explicitamente que a reavaliação resultará na diminuição do número de soldados americanos na região, ele deixou claro que a intenção é motivar os países europeus a aumentar suas contribuições financeiras para a defesa, enquanto assegura que as Forças Armadas dos EUA consigam atender a compromissos globais.

“Não se deixem enganar, essa será uma verdadeira revisão. O intuito é garantir que a Otan avance rapidamente e de forma irreversível rumo à liderança na Europa, assumindo a responsabilidade primária pela segurança do continente”, destacou Hegseth.

Críticas e Desafios da Aliança

Além disso, Hegseth criticou severamente alguns aliados que negaram aos Estados Unidos o acesso a bases militares e o direito de sobrevoar áreas para operações relacionadas à guerra. Ele afirmou que a nova revisão garantirá que os direitos de uso das instalações militares e sobrevoo sejam respeitados.

Esses comentários surgem em um contexto no qual os países da aliança estão se esforçando para suprir lacunas nas suas capacidades de resposta em crises — elementos essenciais comprometidos em nome da colaboração transatlântica durante situações emergenciais — após Washington ter decidido cortar algumas contribuições imediatamente.

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No mês anterior, os EUA informaram seus parceiros sobre uma redução nas capacidades militares disponíveis para a aliança em situações críticas, levantando preocupações à medida que se aproxima a cúpula da Otan marcada para os dias 7 e 8 de julho em Ancara.

A proposta visa eliminar gradualmente uma “codependência prejudicial” das forças americanas, considerando o cenário onde Washington pode enfrentar conflitos simultâneos em várias frentes. Essa estratégia foi mencionada pelo comandante supremo da Otan, general Alexus Grynkewich.

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Ao chegar para as reuniões com outros ministros da Defesa na sede da aliança em Bruxelas, Hegseth enfatizou que os Estados Unidos seriam transparentes sobre quais países precisam intensificar seus esforços para cumprir as obrigações acordadas. “Alguns ainda precisam fazer mais, e seremos sinceros quanto a isso”, afirmou ele. “A OTAN 3.0 representa o reconhecimento pós-Guerra Fria de que é necessário retornar a uma aliança militar robusta, com capacidades reais capazes de dissuadir ameaças aqui mesmo no continente e liderar a defesa convencional da Europa.”

Fluente em quatro idiomas e com experiência em coberturas internacionais, Ricardo Tavares explora o impacto global dos principais acontecimentos. Ele já reportou diretamente de zonas de conflito e acompanha as relações diplomáticas de perto.

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