Pesquisadores descobrem nova espécie de pinguim pela primeira vez em cem anos

Estudo genético reclassificou quatro linhagens do pinguim-gentoo, incluindo uma nunca documentada pela ciência.

01/10/2026 21:40

3 min

Três classificações de pinguin-gentoo foram identificadas por pesquisadores
Três classificações de pinguin-gentoo foram identificadas por pe...
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Pesquisadores anunciaram a descoberta de novas espécies de pinguins pela primeira vez em cem anos. O estudo, que analisou colônias no hemisfério sul e na península antártica, reclassificou quatro tipos do complexo do pinguim – gentoo. Uma delas, o pinguim – gentoo – do – sudeste, nunca havia sido nomeada pela ciência.

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As outras três espécies — pinguim – gentoo – do – norte, pinguim – gentoo – do – sul e pinguim – gentoo – do – leste — já eram conhecidas, mas foram reclassificadas em linhagens evolutivas diferentes. O trabalho foi publicado na revista Communications Biology e usou dados genéticos de 64 pinguins – gentoo de dez colônias espalhadas pelo Oceano Antártico. A equipe extraiu mais de 4.000 UCEs (Elementos Ultraconservados) dos genomas para chegar às conclusões.

As quatro espécies e suas características

O pinguim – gentoo – do – leste, batizado de Pygoscelis taeniata, vive na Subantártica, nas ilhas de Crozet, Marion e Macquarie. A espécie desenvolveu adaptações genéticas para sobreviver em uma região pobre em nutrientes, o que tornou seu metabolismo e gasto de energia mais eficientes.

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Já o pinguim – gentoo – do – norte, chamado de Pygoscelis papua, habita as ilhas Malvinas e Martillo. Ele se destaca pela maior eficiência na hora de procurar e consumir alimentos na água. Na Antártica, vive o pinguim – gentoo – do – sul, classificado como Pygoscelis ellsworthi. Esse tipo tem adaptações ligadas às temperaturas polares, com maior capacidade de armazenar gordura e gerar calor.

A grande novidade é o pinguim – gentoo – do – sudeste, que os cientistas nomearam como Pygoscelis kerguelensis. Ele vive nas Ilhas Kerguelen, uma região isolada no Oceano Índico, e nunca havia sido documentado. O animal se destaca pelo tamanho e por uma combinação genética que dá grande flexibilidade de comportamento e plasticidade neural. A diferenciação vocal também pode atuar como mecanismo de acasalamento seletivo, reforçando o isolamento reprodutivo entre colônias.

Riscos climáticos e conservação

Os cientistas alertam que as espécies estão ameaçadas pelas mudanças climáticas. O aquecimento global pode afetar o habitat natural dos pinguins do hemisfério sul até 2050. Por isso, os pesquisadores defendem a adoção urgente de medidas de conservação para proteger as novas linhagens.

A descoberta reforça a importância de estudos genéticos para entender a biodiversidade antártica e subantártica. Com a reclassificação, fica claro que o que antes era tratado como uma única espécie na verdade esconde uma diversidade evolutiva maior do que se imaginava.

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Autor(a):

Ambientalista desde sempre, Bianca Lemos se dedica a reportagens que inspiram mudanças e conscientizam sobre as questões ambientais. Com uma abordagem sensível e dados bem fundamentados, seus textos chamam a atenção para a urgência do cuidado com o planeta.

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