Pesquisa Futura aponta desaprovação de 52,8% ao governo Lula

Levantamento registrado no TSE mostra que 48,2% dos eleitores consideram o governo ruim ou péssimo.

O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, durante o anúncio do atendimento Sem Fila na Previdência Social, no Palácio do Planalto, em Brasília (DF)

Uma nova pesquisa Futura/100% Cidades, divulgada nesta quarta – feira (30), aponta que a desaprovação ao governo do presidente Lula (PT) atinge 52,8% dos eleitores. O levantamento ouviu 2 mil pessoas entre os dias 25 e 29 de setembro.

Do outro lado, 44,1% dos entrevistados disseram aprovar a gestão do petista. Uma fatia de 3,1% não soube ou não respondeu à pergunta. A margem de erro é de 2,2 pontos percentuais, para mais ou para menos, com intervalo de confiança de 95%.

Avaliação direta do governo

Quando o questionamento foi mais específico — sobre como o eleitor classifica o presidente Lula — o resultado também foi negativo para o Planalto. Quase metade dos entrevistados, 48,2%, considera o governo ruim ou péssimo.

Em contrapartida, 36,3% avaliam a administração como boa ou ótima. Outros 14,6% dos eleitores classificam o governo como regular. Nesse quesito, 0,9% não soube ou não respondeu.

Os números indicam um cenário desafiador para o Palácio do Planalto a um ano das eleições de 2026. A diferença entre a aprovação e a rejeição é um termômetro importante para medir a popularidade do presidente e a força de sua base eleitoral.

Metodologia e registro da pesquisa

O levantamento foi contratado pela Futura e está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o protocolo BR 01122/2026. A coleta de dados foi feita por meio de entrevistas telefônicas, um método que busca alcançar eleitores de diferentes regiões do país.

A margem de erro de 2,2 pontos percentuais significa que, se a pesquisa fosse repetida 100 vezes, em 95 delas os resultados estariam dentro dessa margem. Esse índice de confiança é o padrão adotado em levantamentos eleitorais e de opinião pública no Brasil.

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A pesquisa Futura/100% Cidades ouviu 2.000 eleitores em todo o território nacional. O período de coleta, entre 25 e 29 de setembro, capturou a opinião pública após os últimos desdobramentos políticos e econômicos do governo.

Impacto político dos números. Os 52,8% de desaprovação representam um sinal de alerta para a base aliada no Congresso. A aprovação de 44,1%, embora relevante, fica abaixo da maioria absoluta, o que pode influenciar a articulação política para aprovar projetos de interesse do Executivo.

A avaliação negativa de 48,2% como ruim ou péssimo contrasta com os 36,3% que veem o governo como bom ou ótimo. Esse hiato de quase 12 pontos percentuais é um dado que os estrategistas da campanha de Lula terão de considerar nas próximas movimentações.

O índice de 14,6% de avaliação regular mostra que há um contingente expressivo de eleitores que ainda não definiram uma posição firme. Esse grupo pode ser decisivo em uma eventual disputa eleitoral e tende a ser alvo de ações de comunicação do governo nos próximos meses.