Pesquisa aponta que 40% das mulheres brasileiras desconhecem a endometriose; saiba mais!

Uma pesquisa revela que 40% das mulheres brasileiras desconhecem a endometriose, evidenciando a desvalorização de seus sintomas. Entenda essa realidade

Pesquisa Revela Desconhecimento sobre Endometriose entre Mulheres Brasileiras

No dia 7 de março, em comemoração ao Dia Internacional da Luta contra a Endometriose, uma pesquisa do Instituto Ipsos, encomendada pela Bayer, mostrou que 40% das mulheres brasileiras não têm informações suficientes sobre essa condição. Os resultados destacam as dificuldades enfrentadas no diagnóstico e tratamento da doença.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Entre as mulheres com útero que já foram diagnosticadas, 77% relataram que seus sintomas foram minimizados ou desconsiderados.

Esse descrédito é mais comum no ambiente familiar, com 41% das entrevistadas mencionando essa situação, e também no atendimento médico, onde 32% apontaram ginecologistas como responsáveis pela invalidação de suas queixas. Quase metade das participantes (46%) já ouviu que seus sintomas eram normais, enquanto 45% foram rotuladas como “dramáticas” ou “exageradas”.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

O ginecologista Rodrigo Mirisola ressalta que, apesar dos avanços nas discussões sobre a saúde feminina, ainda há uma grande negligência em relação à dor e ao desconforto enfrentados pelas mulheres.

Dados sobre a Endometriose no Brasil

A endometriose é uma doença inflamatória crônica que afeta cerca de 10% das mulheres em idade reprodutiva no mundo, totalizando aproximadamente 190 milhões de pessoas. No Brasil, o Ministério da Saúde aponta uma prevalência entre 5% e 15% das mulheres que convivem com essa condição.

Leia também

Ao abordar o tratamento, é importante destacar as desigualdades existentes entre os sistemas público e privado de saúde.

Enquanto 50% das usuárias do SUS receberam recomendações para o uso de pílulas anticoncepcionais, esse número sobe para 67% na rede privada. Além disso, procedimentos mais complexos, como a cirurgia por videolaparoscopia, foram oferecidos a apenas 20% das pacientes do SUS, em comparação a 55% na rede privada.

O DIU hormonal, uma das opções de tratamento, foi indicado a apenas 15% das mulheres, com maior acesso para aquelas de renda mais alta.

Desafios no Diagnóstico e Tratamento

O tempo médio para o diagnóstico da endometriose varia de 3 a 8 anos. Para Rodrigo Mirisola, a redução desse intervalo entre a identificação da condição e o início do tratamento, assim como o acesso a cuidados adequados, são fundamentais para garantir equidade na saúde. “É necessário promover alternativas eficazes para individualizar a terapia, assegurando um cuidado mais apropriado e oportuno para cada mulher”, conclui o especialista.