Pesquisa Alarmante: 47% dos Homicídios de Mulheres no Brasil Envolvem Armas de Fogo!

Instituto Sou da Paz revela dados alarmantes sobre a violência de gênero: 47% dos homicídios de mulheres em 2024 foram cometidos com armas de fogo. Entenda!

08/03/2026 15:29

2 min

Pesquisa Alarmante: 47% dos Homicídios de Mulheres no Brasil Envolvem Armas de Fogo!
(Imagem de reprodução da internet).

Pesquisa Revela Impacto das Armas de Fogo na Violência de Gênero

No Dia Internacional da Mulher, o Instituto Sou da Paz apresentou a 5ª edição da pesquisa “Pela Vida das Mulheres: o Papel da Arma de Fogo na Violência de Gênero”. O estudo revelou que, em 2024, 47% dos homicídios de mulheres no Brasil foram realizados com armas de fogo.

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Este dado é alarmante, considerando que apenas 1,3% das agressões com armas de fogo foram não letais.

Em São Paulo, os crimes que envolvem armas de fogo apresentam uma probabilidade 85% maior de resultar em morte em comparação aos casos que utilizam outros meios de agressão. Essa disparidade na letalidade destaca a importância de controlar o acesso a armas como uma estratégia preventiva contra a violência de gênero.

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A apreensão cautelar de armas de pessoas acusadas de agressão é uma medida protetiva essencial, segundo Carolina Ricardo, diretora executiva do Sou da Paz.

Perfil das Vítimas e Desigualdade Racial

A pesquisa também aponta que o uso de armas de fogo em homicídios de mulheres afeta a faixa etária das vítimas. Mais da metade dos casos, 68%, ocorre entre mulheres de 18 a 44 anos. As mortes de mulheres entre 18 e 29 anos são mais frequentes em agressões com armas, enquanto os homicídios com outros meios afetam principalmente mulheres na mesma faixa etária.

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Além disso, o estudo revela que as mulheres negras são mais vulneráveis a homicídios com armas de fogo. A taxa de homicídios de mulheres negras é de 2,04 por 100 mil habitantes, enquanto a de mulheres não negras é de 0,93. A pesquisa também indica que, entre 2020 e 2024, a redução nos homicídios não foi igual para homens e mulheres, com uma diminuição de 15% nos casos masculinos e apenas 5% nos femininos, sugerindo um aumento da violência de gênero.

Necessidade de Medidas Eficazes

Carolina Ricardo enfatiza que a prevenção desse cenário exige a implementação efetiva de equipamentos da rede de proteção nas comunidades onde as mulheres residem. Isso inclui desde delegacias especializadas até centros de acolhimento, com acesso a medidas protetivas e abrigos emergenciais.

O fortalecimento do controle de armas deve ser uma prioridade nas políticas voltadas para as mulheres.

Marcos Oliveira é um veterano na cobertura política, com mais de 15 anos de atuação em veículos renomados. Formado pela Universidade de Brasília, ele se especializou em análise política e jornalismo investigativo. Marcos é reconhecido por suas reportagens incisivas e comprometidas com a verdade.

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