Pentágono fecha acordos com gigantes da IA, mas Anthropic fica de fora; entenda o motivo!

Pentágono firma acordos com empresas de inteligência artificial
Na sexta-feira (1º), o Pentágono anunciou a formalização de acordos com sete empresas de inteligência artificial, com o objetivo de integrar suas tecnologias avançadas nas redes classificadas do Departamento de Defesa. Essa iniciativa visa diversificar as empresas de IA que colaboram com as Forças Armadas.
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Notavelmente, a Anthropic foi excluída dos acordos, uma vez que está em desacordo com o Pentágono sobre as diretrizes de uso de suas ferramentas de IA.
A startup de IA, que é amplamente utilizada dentro do Departamento de Defesa, foi classificada como um risco no início deste ano, resultando na proibição de seu uso pelo órgão e seus contratados. Entre as empresas que firmaram acordos estão SpaceX, OpenAI, Google, NVIDIA, Reflection, Microsoft e Amazon Web Services.
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Muitas delas já colaboram com o Pentágono e agora terão seus produtos integrados aos ambientes de rede de Níveis de Impacto 6 e 7, ampliando o acesso para mais militares.
A principal plataforma de IA do Pentágono, GenAI.mil, já foi utilizada por mais de 1,3 milhão de funcionários do Departamento de Defesa, conforme informado em comunicado após cinco meses de operação. O Google, que já possui uma parceria com o Pentágono, também firmou um acordo que permite ao Departamento de Defesa utilizar seus modelos de IA para projetos confidenciais, segundo informações de uma fonte à Reuters.
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Em entrevista à CNBC, o diretor de tecnologia do Departamento de Defesa, Emil Michael, mencionou que a Anthropic ainda representa um risco para a cadeia de suprimentos. Ele destacou que o Mythos, um produto da empresa com capacidades cibernéticas avançadas, gerou preocupação entre autoridades e empresas americanas devido ao seu potencial de potencializar hackers, caracterizando-se como um “momento de segurança nacional à parte”.
O presidente dos EUA, Donald Trump, comentou na semana passada que a Anthropic estava “se consolidando” aos olhos de seu governo, o que poderia abrir caminho para a reversão de sua exclusão.
Autor(a):
Júlia Mendes
Apaixonada por cinema, música e literatura, Júlia Mendes é formada em Jornalismo pela Universidade Federal de São Paulo. Com uma década de experiência, ela já entrevistou artistas de renome e cobriu grandes festivais internacionais. Quando não está escrevendo, Júlia é vista em mostras de cinema ou explorando novas bandas independentes.



